Noel, cara, parece que quanto mais brinquedo eu peço, mais as pessoas brincam comigo. Então esse ano decidi te pedir mais sentimentos do que material...vale?
Que esse ano que vai começar seja doce. Claro, com um toque amargo também, porque muito doce sempre me enjoou. Quero mais gosto de doce de padaria e menos de café com leite requentado pela manhã. Quero mais amor. Eu sei que o senhor quer também, mas como amor não se compra, dê pelo menos um pouco para aqueles que ainda sabem amar, e pros novatos deixa que a vida ensina.
Quero rir até chorar e chorar pra depois vir aquele ataque de riso bobo, como o arco-íris vem depois da tempestade. Aliás, que venham mais tempestades. Desde aquelas que fico com tanto medo que acho que meu cobertor vai me proteger, até aquelas que é gostoso pra dormir ou pra beijar ou pra ler um livro ou só pra molhar mesmo.
Que venham mais amigos. Novos amigos e que eu reconquiste pelo menos um antigo.
Papai noel, se eu fosse o senhor, eu saía por aí distribuindo sorriso pras pessoas. Saía dando pra quem pedisse.
Que no ano que entra, venham mais festas e mais filmes com pipoca. Que eu veja o sol nascer pelo menos uma vez por mês, como se fosse uma regra. Que eu aprecie a beleza do sol indo dormir, também. E mesmo quando os dias forem feios, que eu consiga torna-los maravilhosos pelo simples fato de eles terem passado.
Que eu anseie pelo presente e me preocupe menos com o futuro.
Que seja um ano e tanto, Noel. Eu sei que o senhor tem muito trabalho, mas vai me ajudar, eu sei que vai. Afinal, esse ano fiz coisas incríveis e outras nem tanto assim.
O senhor deve, provavelmente, estar pelo lado mais frio do mundo lendo isso e até rindo, talvez...mas com um coração enorme. Se não for pedir demais, não demora muito não tá?
Bom trabalho!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Alô sem jeito
Foi a hora que enchi o peito de ar e o coração de coragem pra atender o telefone que tocava e te falar tudo o que eu precisava, logo.
Levantei da cama depressa e fui lentamente em direção a aquele telefone que a cada toque fazia meu coração acelerar de ansiedade pra ouvir sua voz.
Disse aquele alô que no timbre misturava felicidade com receio, e logo depois como se o tempo fosse contado, ouvi aquela voz simpática da moça do telemarketing querendo me vender tv a cabo. Minha frustração foi tanta que quase me ofereci pra sair ligando pros outros vendendo meu coração, também.
Levantei da cama depressa e fui lentamente em direção a aquele telefone que a cada toque fazia meu coração acelerar de ansiedade pra ouvir sua voz.
Disse aquele alô que no timbre misturava felicidade com receio, e logo depois como se o tempo fosse contado, ouvi aquela voz simpática da moça do telemarketing querendo me vender tv a cabo. Minha frustração foi tanta que quase me ofereci pra sair ligando pros outros vendendo meu coração, também.
domingo, 27 de novembro de 2011
Coração amigo
Meu coração é abusado. Um verdadeiro romântico. Acha que nasceu no começo do século passado onde aquela baboseira de serenata de amor, telegrama e pegar na mão era bonito.
Eu insisto dizendo pra ele que, meu amigo, hoje em dia é tudo na raça.
Meu coração é aquele que gosta do domingo tranquilo, sem fortes emoções, apenas vendo meus outros órgãos funcionarem da maneira como devem. A segunda é a nostalgia do fim de semana bobo, mas com quem se gosta.
Ele é louco, quase sempre. Conhece alguém interessante, não necessariamente bonito, mas que de alguma forma ele sabe que vai me atrair...e já quer se apaixonar. Eu digo pra ele que não. Que da última vez fomos nós dois que nos machucamos. Mas aí ele vem com aquele papo mansinho e devagarinho vai me convencendo de que pode ser uma boa idéia. Eu concordo. O final? É quase sempre assim: trágico e chato. Então ele se revolta, quer ser durão e moderno. De vez em quando, quando eu recebo flores, nem que sejam do meu pai ou até online (pra você ver como ele é fraquinho), ele ainda acredita nos ultimos românticos desse mundão e fica feliz. E volta a ser ingênuo.
Meu coração é teimoso. Apanha apanha e parece que não cansa de apanhar. Quer ir sempre com o sentimento na frente da razão. Que coisa mais antiga.
Mas apesar de tudo, ele é cavalheiro. Meu coração é meu xodó, não troco ele por nada. Não quero um coração moderno que nem de sentimento mais é feito. Que é feito da vontade, do agora. O problema é que com a vontade, na hora, não se planta um amor. Meu coração é companheiro. Chora comigo as noites de saudade e bate mais rápido conforme as emoções.
Se nos dias de hoje existissem mais corações como o meu, com certeza haveriam menos machucados e mais amor. De fato, amor.
Eu insisto dizendo pra ele que, meu amigo, hoje em dia é tudo na raça.
Meu coração é aquele que gosta do domingo tranquilo, sem fortes emoções, apenas vendo meus outros órgãos funcionarem da maneira como devem. A segunda é a nostalgia do fim de semana bobo, mas com quem se gosta.
Ele é louco, quase sempre. Conhece alguém interessante, não necessariamente bonito, mas que de alguma forma ele sabe que vai me atrair...e já quer se apaixonar. Eu digo pra ele que não. Que da última vez fomos nós dois que nos machucamos. Mas aí ele vem com aquele papo mansinho e devagarinho vai me convencendo de que pode ser uma boa idéia. Eu concordo. O final? É quase sempre assim: trágico e chato. Então ele se revolta, quer ser durão e moderno. De vez em quando, quando eu recebo flores, nem que sejam do meu pai ou até online (pra você ver como ele é fraquinho), ele ainda acredita nos ultimos românticos desse mundão e fica feliz. E volta a ser ingênuo.
Meu coração é teimoso. Apanha apanha e parece que não cansa de apanhar. Quer ir sempre com o sentimento na frente da razão. Que coisa mais antiga.
Mas apesar de tudo, ele é cavalheiro. Meu coração é meu xodó, não troco ele por nada. Não quero um coração moderno que nem de sentimento mais é feito. Que é feito da vontade, do agora. O problema é que com a vontade, na hora, não se planta um amor. Meu coração é companheiro. Chora comigo as noites de saudade e bate mais rápido conforme as emoções.
Se nos dias de hoje existissem mais corações como o meu, com certeza haveriam menos machucados e mais amor. De fato, amor.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
O terceiro
Eu diria que o terceiro colegial é o começo do fim....ou o fim pro começo. É o ano em que na escola somos os maiores e de uma certa forma os "grandes". Ou é a gente que se acha gente grande, mesmo voltando a aprender aquela coisa de sujeito, verbo e adjetivo.
É quando você vai fazer amizades que nunca imaginou e que vão marcar sua vida como ninguém nos outros anos passados de escola marcou. Vai aprender a gostar de uns e infelizmente se afastar de outros.
Você vai estar cansado, com preguiça, de saco cheio, querendo que acabe logo para que outra fase da sua vida possa começar. Mas quando for chegando aos 45 do segundo tempo você vai começar a antecipar a saudade e cada dia que passar vai ser um a menos.
Quantos "zeros" você vai chorar e quantos "seis" vão ser comemorados com o maior louvor. No começo o importate mesmo vai ser estar no terceiro colegial, porque as notas...as notas a gente recupera. E recupera, literalmente na recuperação, no fim de ano, como de lei.
Aprendi a diferença entre os nerds e os inteligentes. Os nerds são aqueles que pouco falei, não por não querer, mas realmente por falta de oportunidade, e de tanto que não falei, vou lembrar deles ainda por muito tempo. Os inteligentes são aqueles que não precisam de muito esforço para boas notas, que se decepcionam com uma nota 7, mas quando sou eu que tiro 5, eles comemoram comigo.
Você vai ver que no começo quase nada vai mudar, mas o tempo vai passando e você vai se dando conta que é ali que vai acabar aquela história de uniforme, professor correndo atrás de você, pontinho extra daqui e dali. Vai perceber que você e todos aqueles que você vê todo dia, estão crescendo...e crescendo JUNTOS!
Vão ter aquelas coisas que é sempre o terceiro que faz: se vestir diferente e fazer bagunça na escola...fazer a diferença, eu diria. E de fato, fazem. E você sabe que os professores chatos, rabugentos e os bacanas vão sentir sua falta. Que os porteiros, faxineiros e tios da cantina, já acostumados com você, também vão sentir falta. Vocês vão sentir falta de vocês mesmos.
E quando se derem conta, já vão estar na formatura de despedindo de uns, falando "até semana que vem" pra aqueles que você sabe que vão ficar e dando as boas vindas para uma nova fase da sua vida. E vai bater aquela saudade imensa, mas depois de um tempo vai passar, e aquela falta gostosa você vai sentir com um carinho enorme de quem já foi criança se achando adulto.
É quando você vai fazer amizades que nunca imaginou e que vão marcar sua vida como ninguém nos outros anos passados de escola marcou. Vai aprender a gostar de uns e infelizmente se afastar de outros.
Você vai estar cansado, com preguiça, de saco cheio, querendo que acabe logo para que outra fase da sua vida possa começar. Mas quando for chegando aos 45 do segundo tempo você vai começar a antecipar a saudade e cada dia que passar vai ser um a menos.
Quantos "zeros" você vai chorar e quantos "seis" vão ser comemorados com o maior louvor. No começo o importate mesmo vai ser estar no terceiro colegial, porque as notas...as notas a gente recupera. E recupera, literalmente na recuperação, no fim de ano, como de lei.
Aprendi a diferença entre os nerds e os inteligentes. Os nerds são aqueles que pouco falei, não por não querer, mas realmente por falta de oportunidade, e de tanto que não falei, vou lembrar deles ainda por muito tempo. Os inteligentes são aqueles que não precisam de muito esforço para boas notas, que se decepcionam com uma nota 7, mas quando sou eu que tiro 5, eles comemoram comigo.
Você vai ver que no começo quase nada vai mudar, mas o tempo vai passando e você vai se dando conta que é ali que vai acabar aquela história de uniforme, professor correndo atrás de você, pontinho extra daqui e dali. Vai perceber que você e todos aqueles que você vê todo dia, estão crescendo...e crescendo JUNTOS!
Vão ter aquelas coisas que é sempre o terceiro que faz: se vestir diferente e fazer bagunça na escola...fazer a diferença, eu diria. E de fato, fazem. E você sabe que os professores chatos, rabugentos e os bacanas vão sentir sua falta. Que os porteiros, faxineiros e tios da cantina, já acostumados com você, também vão sentir falta. Vocês vão sentir falta de vocês mesmos.
E quando se derem conta, já vão estar na formatura de despedindo de uns, falando "até semana que vem" pra aqueles que você sabe que vão ficar e dando as boas vindas para uma nova fase da sua vida. E vai bater aquela saudade imensa, mas depois de um tempo vai passar, e aquela falta gostosa você vai sentir com um carinho enorme de quem já foi criança se achando adulto.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Felicidade aleatória
Por que é que tudo que parece que vai nos dar mais felicidade do que temos, nos dá receio?
Oras, não somos nós mesmo que vivemos em busca dessa felicidade toda? Ou que pelo menos fingimos correr atras.
Por que quando ta tudo 99% certo, o 1% nos parece o mais difícil? E quando chega no 1% a gente ja ta cansado, com preguiça e deixa...deixa como se deixasse fosse melhor ou nos fizesse quase feliz.
Medo de ser feliz: conheço vários que tem. Medo de amar, de gostar, de dar certo, de fazer sucesso...medo do que faz feliz.
É clichê sim, mas a verdade é que a vida é curtinha demais pra gente tentar selecionar o que vai nos fazer feliz. Deixa entrar, se fizer feliz vai ser bom. Se não fizer, vai ser bom também.
Imagina o que perdemos enquanto escolhemos nossa felicidade? As vezes um sorriso, uma piada da vovó, um sol acordando, um sol indo dormir, o óculos ou o grampo de cabelo...seilá, é tanta coisa.
Deixa o ser feliz ser espontâneo. Escolher felicidade me parece coisa de um mundo muito moderno, egoísta e chato.
Oras, não somos nós mesmo que vivemos em busca dessa felicidade toda? Ou que pelo menos fingimos correr atras.
Por que quando ta tudo 99% certo, o 1% nos parece o mais difícil? E quando chega no 1% a gente ja ta cansado, com preguiça e deixa...deixa como se deixasse fosse melhor ou nos fizesse quase feliz.
Medo de ser feliz: conheço vários que tem. Medo de amar, de gostar, de dar certo, de fazer sucesso...medo do que faz feliz.
É clichê sim, mas a verdade é que a vida é curtinha demais pra gente tentar selecionar o que vai nos fazer feliz. Deixa entrar, se fizer feliz vai ser bom. Se não fizer, vai ser bom também.
Imagina o que perdemos enquanto escolhemos nossa felicidade? As vezes um sorriso, uma piada da vovó, um sol acordando, um sol indo dormir, o óculos ou o grampo de cabelo...seilá, é tanta coisa.
Deixa o ser feliz ser espontâneo. Escolher felicidade me parece coisa de um mundo muito moderno, egoísta e chato.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Com costume
A verdade é que se acostumar é uma grande bosta. Em todos os sentidos.
Você chega em um lugar onde todo mundo é diferente, dali uns meses você já conhece aquelas mesmas pessoas estranhas mais do que elas mesmas. Chega a hora de se mudar e aí aquele dia-a-dia com as criaturas de sempre...somem.
Você conversa 3 ou 4 dias com a mesma pessoa e já se acostuma com aquele papo furado jogado fora que te parece o mais divertido. E vai passando o tempo e amizade vai passando junto.
A gente passa e quem, na verdade, realmente fica são aqueles que você vai enjoar de ter muito por perto. Ou vai enjoar de ter muito longe. Mas vai ter, de alguma forma. No sentido de ser e de estar.
A gente devia vir com um manual de instruções básico, e nele viria a seguinte regra: NÃO SE ACOSTUME. Acostumar é meio que ficar acomodado. Quem quer ficar acomodado tem que ficar é no sofá...e por mim eu ficaria no sofá por horas e dias.
E olha que bagunça que é tudo isso: você se acostuma, gosta até, depois que não vira mais costume você tenta procurá-lo, analisar o caminho de trás pra frente pra ver onde foi que uma parte dele ficou, a ponto de ter deixado se ser um costume.
E pra desacostumar...não sei como faz. Acho que o tempo é encarregado disso e o orgulho, o ajudante. Meu orgulho me desacostumou.
Mas tudo bem. Quem é que nunca quis se acostumar pela vontade de não ter nada novo? De ficar com aquele costume pra - quase - sempre?
Você chega em um lugar onde todo mundo é diferente, dali uns meses você já conhece aquelas mesmas pessoas estranhas mais do que elas mesmas. Chega a hora de se mudar e aí aquele dia-a-dia com as criaturas de sempre...somem.
Você conversa 3 ou 4 dias com a mesma pessoa e já se acostuma com aquele papo furado jogado fora que te parece o mais divertido. E vai passando o tempo e amizade vai passando junto.
A gente passa e quem, na verdade, realmente fica são aqueles que você vai enjoar de ter muito por perto. Ou vai enjoar de ter muito longe. Mas vai ter, de alguma forma. No sentido de ser e de estar.
A gente devia vir com um manual de instruções básico, e nele viria a seguinte regra: NÃO SE ACOSTUME. Acostumar é meio que ficar acomodado. Quem quer ficar acomodado tem que ficar é no sofá...e por mim eu ficaria no sofá por horas e dias.
E olha que bagunça que é tudo isso: você se acostuma, gosta até, depois que não vira mais costume você tenta procurá-lo, analisar o caminho de trás pra frente pra ver onde foi que uma parte dele ficou, a ponto de ter deixado se ser um costume.
E pra desacostumar...não sei como faz. Acho que o tempo é encarregado disso e o orgulho, o ajudante. Meu orgulho me desacostumou.
Mas tudo bem. Quem é que nunca quis se acostumar pela vontade de não ter nada novo? De ficar com aquele costume pra - quase - sempre?
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Eu acho
Eu acho que se a gente achasse menos e fizesse mais, veríamos que nem tudo que está perdido precisa ser achado.
"Eu acho" muita coisa e isso é incerteza.
Talvez o "achar" tenha que vir seguido de um ato, um fato, uma certeza...será? Não sei, é o que eu acho
"Eu acho" muita coisa e isso é incerteza.
Talvez o "achar" tenha que vir seguido de um ato, um fato, uma certeza...será? Não sei, é o que eu acho
terça-feira, 8 de novembro de 2011
É seu e você não tira.
Por incrível que pareça e por mais demorado que esteja...eu diria pra você ter calma. Pra que a pressa?
O que é pra ser seu, já é. O que é pra ser seu, não ta demorando, esta apenas encontrando o caminho e a hora exata de chegar até você, de modo que te surpreenda, que te espante, talvez.
O que é seu ta guardado. Ou pode estar aberto por aí, passando pela mão de conhecidos, desconhecidos ou futuros conhecidos. Tentando, também, achar o que é dele...que é você.
Vocês podem estar dobrando as mesmas esquinas, todos os dias, apenas com alguns segundos de diferença. O que é seu pode estar lendo os mesmos "e viveram feliz para sempre", virando as mesmas páginas, estar frequentando os mesmos lugares em finais de semana diferentes, achando todo esse mundo chato, e só querendo ficar em casa..na mesma casa do que é dele e ainda não foi achado.
O que é seu pode estar do outro lado do mundo, cruzando fronteiras tentando achar o que é dele, achando que ta demorando, assim como você está.
Nessa bagunça de mundo, você vai ganhar o que é teu. Vai ganhar quando nem esperar. Vai ganhar como a primeira boneca, aquelas que você não esquece. E por mais que outras bonecas você ganhe, vai continuar a querer mais aquela..aquela que você ganhou de surpresa e que é a mais especial.
O que é de vocês, vai se encontrar. Vai encontrar pra ficar junto e não largar mais. Pra gostar, cuidar e brigar. Pra sorrir, bater e chorar. Ahhh, mas vai se encontrar.
O que é pra ser seu, já é. O que é pra ser seu, não ta demorando, esta apenas encontrando o caminho e a hora exata de chegar até você, de modo que te surpreenda, que te espante, talvez.
O que é seu ta guardado. Ou pode estar aberto por aí, passando pela mão de conhecidos, desconhecidos ou futuros conhecidos. Tentando, também, achar o que é dele...que é você.
Vocês podem estar dobrando as mesmas esquinas, todos os dias, apenas com alguns segundos de diferença. O que é seu pode estar lendo os mesmos "e viveram feliz para sempre", virando as mesmas páginas, estar frequentando os mesmos lugares em finais de semana diferentes, achando todo esse mundo chato, e só querendo ficar em casa..na mesma casa do que é dele e ainda não foi achado.
O que é seu pode estar do outro lado do mundo, cruzando fronteiras tentando achar o que é dele, achando que ta demorando, assim como você está.
Nessa bagunça de mundo, você vai ganhar o que é teu. Vai ganhar quando nem esperar. Vai ganhar como a primeira boneca, aquelas que você não esquece. E por mais que outras bonecas você ganhe, vai continuar a querer mais aquela..aquela que você ganhou de surpresa e que é a mais especial.
O que é de vocês, vai se encontrar. Vai encontrar pra ficar junto e não largar mais. Pra gostar, cuidar e brigar. Pra sorrir, bater e chorar. Ahhh, mas vai se encontrar.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Amor im-próprio
As pessoas sempre dizem por aí que tem que ter amor próprio. É mais que justo. Mas...o que o amor próprio inclui? É como um combo de sensações - mesmo que ruins, necessárias.
Eu te diria pra tomar cuidado com tanto amor por si só, pode virar egoísmo. Tem que deixar uma parte, um poquinho que seja de você pra que um outro ou outros (no plural) possam amá-lo também. Amar você mesmo é bom e faz bem. Mas e o outro?
Faz parte do amor próprio o amor pelo outro.
Faz parte sofrer pelo outro. Faz parte sofrer por você. Afinal, se você mesmo não sofrer por si, quem é que vai?
Amor próprio é aquela coisa de "amar o cara certo"? Quem é o cara certo? Me diz quem é. Pra mim, a gente acha a pessoa certa com o tempo e não com aquele esteriótipo que a sociedade ou nós mesmos nos impomos. Amar é aquela besta desenfreada de conseguir chorar e chorar de rir pela mesma pessoa num intervalo mínimo de tempo. É aquela raiva que parece que você vai explodir e ao mesmo tempo faz aquelas borboletas no estomago quase saírem pela boca de tanta felicidade. É aquela coisa de achar que é com ele que você vai casar e com é ele que você vai amar pra sempre...mas não é, e aquele infinito "pra sempre" se torna definitivamente finito.
É gostoso pra caramba amar, é bom se amar e faz um bem danado se sentir amado.
Amor próprio tem que ter ego, saudade, dor, risada e amizade...AMIZADE. Amor sem amizade me parece mais com o amar físio, se é que você me entende. Sim, sou a favor do amor físico, também.
Quer saber? Sou a favor de que o mundo seja movido pelo amor. Imagina que louco. Imagina as pessoas querendo amar e amar mais. Imagina...
Se ame. Se deixe amar. AME! Esse é o meu amor próprio.
Eu te diria pra tomar cuidado com tanto amor por si só, pode virar egoísmo. Tem que deixar uma parte, um poquinho que seja de você pra que um outro ou outros (no plural) possam amá-lo também. Amar você mesmo é bom e faz bem. Mas e o outro?
Faz parte do amor próprio o amor pelo outro.
Faz parte sofrer pelo outro. Faz parte sofrer por você. Afinal, se você mesmo não sofrer por si, quem é que vai?
Amor próprio é aquela coisa de "amar o cara certo"? Quem é o cara certo? Me diz quem é. Pra mim, a gente acha a pessoa certa com o tempo e não com aquele esteriótipo que a sociedade ou nós mesmos nos impomos. Amar é aquela besta desenfreada de conseguir chorar e chorar de rir pela mesma pessoa num intervalo mínimo de tempo. É aquela raiva que parece que você vai explodir e ao mesmo tempo faz aquelas borboletas no estomago quase saírem pela boca de tanta felicidade. É aquela coisa de achar que é com ele que você vai casar e com é ele que você vai amar pra sempre...mas não é, e aquele infinito "pra sempre" se torna definitivamente finito.
É gostoso pra caramba amar, é bom se amar e faz um bem danado se sentir amado.
Amor próprio tem que ter ego, saudade, dor, risada e amizade...AMIZADE. Amor sem amizade me parece mais com o amar físio, se é que você me entende. Sim, sou a favor do amor físico, também.
Quer saber? Sou a favor de que o mundo seja movido pelo amor. Imagina que louco. Imagina as pessoas querendo amar e amar mais. Imagina...
Se ame. Se deixe amar. AME! Esse é o meu amor próprio.
domingo, 30 de outubro de 2011
Nem desses nem daqueles
Você não é desses. Talvez esse seja o problema. Você não é desses nem daqueles.
Quem é você que encanta muita gente? E essa gente toda nem sabe pelo o que se encanta.
Se encanta pelo engraçado, pelo chato ou pelo bacana? Numa praça, numa praia ou numa cabana?
Você canta e faz eu encantar...também ensina a desencantar?
Não sei o que é que o encanto tem de bom. Talvez seja o teu canto soando na minha cabeça, cantando pra que eu não te esqueça.
Você é desses, daqueles, dos nossos ou dos meus? Só sei que não é em qualquer canto que eu ouço teu canto e certamente me encantei.
Quem é você que encanta muita gente? E essa gente toda nem sabe pelo o que se encanta.
Se encanta pelo engraçado, pelo chato ou pelo bacana? Numa praça, numa praia ou numa cabana?
Você canta e faz eu encantar...também ensina a desencantar?
Não sei o que é que o encanto tem de bom. Talvez seja o teu canto soando na minha cabeça, cantando pra que eu não te esqueça.
Você é desses, daqueles, dos nossos ou dos meus? Só sei que não é em qualquer canto que eu ouço teu canto e certamente me encantei.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
O Tico e o Teco
Me parece que meus neurônios - ou que sejam "o tico e teco", se combinam. Se combinam contra (ou a favor, não sei ao certo) mim.
Pode ser aonde for, desde que eu já esteja com a mente limpa esperando o sono realmente tomar conta de mim...é nessa hora, é essa hora exata que eles começam. Eu finjo que não sei, mas eu sei, eu sei e acho gostoso.
Aparecem em forma de nostalgia, de lembrança bonita, de raiva, ódio, amor...muito amor, amor até demais, amor que nem existe ou nem devia exisitr. Vêm as vezes em forma de música, de poesia, vêm como quiserem vir, desde que me atinjam. Não que me atinjam pro mal, não.
Começo a planejar junto com eles, planejar o dia de amanhã, planejar o fim do ano e planejar meu futuro. Ah, mas quem é que nunca se imaginou casando com aquele homem-menino que tem o biotipo do príncipe encantado? Ou com aquele cara todo errado mas que juntando com seus acertos dá um par perfeito?!. Mas tudo bem, a gente planeja, mesmo sabendo que na maioria das vezes a propabilidade de ser isso é quase nula...a gente planeja, e gosta e sonha e imagina e brinca e chora e sorri, só ri.
Mas voltando a falar do tico e teco em si. Eles brincam, né? Mas no fundo, eu sei que eles também amam. Devem me odiar por morarem em mim, por eu fazê-los tantas perguntas sem respostas, tantos palavrões sem educação, por colocá-los em situações que nem eu mesma sei como fui parar lá. Ahh, mas eu sei que eles gostam de mim e não me largariam de forma alguma. Eles sabem as barbaridades que eu penso e as que eu faço. Eles gostam, eu sei.
Quando eu era criança, eu não tinha amigos imaginários como muito de vocês. Eu tinha mesmo eram os meus tico e teco, fortes e saudáveis, que brincaram, imaginaram (mesmo sem serem imaginários) e vejam que engraçado, eles até cresceram junto comigo.
Aí, antes de dormir, quando meus olhos estão já fechados naquela transição do real pro sono...é aí que eu mais gosto e não tenho vontade de acordar. São naqueles três ou quatro minutinhos de transição que eu lembro, re-lembro, sonho. Se eu to maluca? Olha, pode ser que sim, mas eu sei que vocês estão entendendo o que eu estou falando.
É quando as lembranças são tão boas, mas tão ruins, que não cabe na memória e saem (saem pra fora mesmo) em forma de líquido...podem chamar de lágrimas também. Mas são lágrimas até que boas, que eu choro com vontade de chorar. Chorar de alegria ou de tristeza, tanto faz, mas ao longo dos anos aprendi comigo mesma que chorar faz um bem danado.
Acredito que todos tenham seus próprios "tico e teco", não necessariamente com esses respectivos nomes (só não dei outro, porque gosto desse popular mesmo). Os meus, eu não des-penso por nada.
Pode ser aonde for, desde que eu já esteja com a mente limpa esperando o sono realmente tomar conta de mim...é nessa hora, é essa hora exata que eles começam. Eu finjo que não sei, mas eu sei, eu sei e acho gostoso.
Aparecem em forma de nostalgia, de lembrança bonita, de raiva, ódio, amor...muito amor, amor até demais, amor que nem existe ou nem devia exisitr. Vêm as vezes em forma de música, de poesia, vêm como quiserem vir, desde que me atinjam. Não que me atinjam pro mal, não.
Começo a planejar junto com eles, planejar o dia de amanhã, planejar o fim do ano e planejar meu futuro. Ah, mas quem é que nunca se imaginou casando com aquele homem-menino que tem o biotipo do príncipe encantado? Ou com aquele cara todo errado mas que juntando com seus acertos dá um par perfeito?!. Mas tudo bem, a gente planeja, mesmo sabendo que na maioria das vezes a propabilidade de ser isso é quase nula...a gente planeja, e gosta e sonha e imagina e brinca e chora e sorri, só ri.
Mas voltando a falar do tico e teco em si. Eles brincam, né? Mas no fundo, eu sei que eles também amam. Devem me odiar por morarem em mim, por eu fazê-los tantas perguntas sem respostas, tantos palavrões sem educação, por colocá-los em situações que nem eu mesma sei como fui parar lá. Ahh, mas eu sei que eles gostam de mim e não me largariam de forma alguma. Eles sabem as barbaridades que eu penso e as que eu faço. Eles gostam, eu sei.
Quando eu era criança, eu não tinha amigos imaginários como muito de vocês. Eu tinha mesmo eram os meus tico e teco, fortes e saudáveis, que brincaram, imaginaram (mesmo sem serem imaginários) e vejam que engraçado, eles até cresceram junto comigo.
Aí, antes de dormir, quando meus olhos estão já fechados naquela transição do real pro sono...é aí que eu mais gosto e não tenho vontade de acordar. São naqueles três ou quatro minutinhos de transição que eu lembro, re-lembro, sonho. Se eu to maluca? Olha, pode ser que sim, mas eu sei que vocês estão entendendo o que eu estou falando.
É quando as lembranças são tão boas, mas tão ruins, que não cabe na memória e saem (saem pra fora mesmo) em forma de líquido...podem chamar de lágrimas também. Mas são lágrimas até que boas, que eu choro com vontade de chorar. Chorar de alegria ou de tristeza, tanto faz, mas ao longo dos anos aprendi comigo mesma que chorar faz um bem danado.
Acredito que todos tenham seus próprios "tico e teco", não necessariamente com esses respectivos nomes (só não dei outro, porque gosto desse popular mesmo). Os meus, eu não des-penso por nada.
sábado, 22 de outubro de 2011
Stop and think
Ask yourself. Think. And maybe we'll stop being so selfish and start thinking beyond ourselves.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Chocolate amargo
Quantas vezes você já comeu com culpa aquele chocolate, esperando que ele fizesse da tua vida menos amarga do que o sabor dele próprio? Eu entendo, não era bem uma culpa. Talvez medo, ansiedade, nervoso ou até alegria.
Que vida amarga que nada...tudo isso vai passar, pode demorar mas vai passar, e pode crer que quando passar vai ficar tudo bem doce.
Acho justo misturar um pouco do amargo triste que a vida tem com o amargo gostoso do chocolate. Ninguém é feito só de "ao leite".
Que vida amarga que nada...tudo isso vai passar, pode demorar mas vai passar, e pode crer que quando passar vai ficar tudo bem doce.
Acho justo misturar um pouco do amargo triste que a vida tem com o amargo gostoso do chocolate. Ninguém é feito só de "ao leite".
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
De janeiro a janeiro
E quem é que não gosta de janeiro? Ô mês gostoso. Mês que junto com o calor imenso tras as chuvas. As chuvas que a gente acha que fazem o maior estrago, mas na verdade quem estraga tudo somos nós mesmos.
Um mês que tem um ar de recomeço, um recomeço de vida quem sabe. O mês onde se escutam aqueles famosos eu vou: "eu vou estudar mais", "eu vou emagrecer", "eu vou namorar"...e a gente planeja o ano todo e no fim, dá tudo na mesma, com algumas mudanças - se tivermos sorte.
Janeiro todo mundo fica mais suado, com uma cor mais bonita, um humor melhor e um sorriso na cara. É o mês que temos os amores de verão também, mas como já dizia Jammil, "amor de praia não sobe serra". E é bom que não suba, se não...que graça teria voltar pra rotina sem aquela saudadezinhas daquele amor que ficou?
E todo janeiro a gente tem vontade de fazer acontecer, mas os meses vão passando e vamos ficando com vontade de deixar as coisas acontecerem, aquela preguiça maldita.
E de janeiro a janeiro as coisas acontecem, talvez mudem, talvez não. Talvez você até consiga cumprir aquelas promessinhas de todo ano, talvez não.
Mas veja, o calor bom que janeiro tem e a sensação de um ano novo começando, essas coisas não mudam.
Se eu pudesse escolher um mês, ah...seria Janeiro.
Um mês que tem um ar de recomeço, um recomeço de vida quem sabe. O mês onde se escutam aqueles famosos eu vou: "eu vou estudar mais", "eu vou emagrecer", "eu vou namorar"...e a gente planeja o ano todo e no fim, dá tudo na mesma, com algumas mudanças - se tivermos sorte.
Janeiro todo mundo fica mais suado, com uma cor mais bonita, um humor melhor e um sorriso na cara. É o mês que temos os amores de verão também, mas como já dizia Jammil, "amor de praia não sobe serra". E é bom que não suba, se não...que graça teria voltar pra rotina sem aquela saudadezinhas daquele amor que ficou?
E todo janeiro a gente tem vontade de fazer acontecer, mas os meses vão passando e vamos ficando com vontade de deixar as coisas acontecerem, aquela preguiça maldita.
E de janeiro a janeiro as coisas acontecem, talvez mudem, talvez não. Talvez você até consiga cumprir aquelas promessinhas de todo ano, talvez não.
Mas veja, o calor bom que janeiro tem e a sensação de um ano novo começando, essas coisas não mudam.
Se eu pudesse escolher um mês, ah...seria Janeiro.
domingo, 16 de outubro de 2011
(des)apego
Me apegar, desapegar, apegar, me pegar, desapegar, nos pegarmos, te pegar. Desapegar e me apegar depois.
Te pegar até me apegar e depois ter que desapegar. Desapegar e perceber que tinha que se apegar e segurar e não soltar. Por que parece tão difícil?
Te pegar até me apegar e depois ter que desapegar. Desapegar e perceber que tinha que se apegar e segurar e não soltar. Por que parece tão difícil?
sábado, 15 de outubro de 2011
Quadro de uma vida
Ontem fui ao banheiro e vi uma moça limpando uma tela que ela tinha pintado. Me imaginei como uma tela...
Vou me pintar, me desenhar, me inventar. Deixar que me pintem, me rabisquem, me desenhem, afoguem suas máguas na minha tela branca, e que coloquem todo, ou que seja uma pitada, de amor, por favor.
Ei você, me pula, me dá sossego, me economiza e aceita meu apego. Se encosta em mim pra eu ver suas melhores e piores cores. Te ofereço meu colo, minha tela branca. É, é isso mesmo...pode pintar aqui. Pode usar todas as tintas que colorem tua vida, pode usar as mais feias também - eu entendo que nem todos os quadros são pintados em momentos de alegria.
E aí quando eu estiver cansada de tudo isso, eu vou até a pia, me lavo, volto a ser branquinha e arranjo outras cores, outros desenhos, outras formas e me reinvento toda...outra vez.
Vou me pintar, me desenhar, me inventar. Deixar que me pintem, me rabisquem, me desenhem, afoguem suas máguas na minha tela branca, e que coloquem todo, ou que seja uma pitada, de amor, por favor.
Ei você, me pula, me dá sossego, me economiza e aceita meu apego. Se encosta em mim pra eu ver suas melhores e piores cores. Te ofereço meu colo, minha tela branca. É, é isso mesmo...pode pintar aqui. Pode usar todas as tintas que colorem tua vida, pode usar as mais feias também - eu entendo que nem todos os quadros são pintados em momentos de alegria.
E aí quando eu estiver cansada de tudo isso, eu vou até a pia, me lavo, volto a ser branquinha e arranjo outras cores, outros desenhos, outras formas e me reinvento toda...outra vez.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Resto de uma noite (quase que) em vão.
Tenho vontade de escrever e acho que as vezes isso vem por medo de falar cara a cara. Talvez escrever seja um modo de explodir, de transbordar, de querer mostrar pra quem quiser ver o que você acha, e pra quem a carapuça servir...tá valendo.
Não sei se quero escrever por falta do que fazer, por vontade de que os outros concordem comigo ou por achar que você, você que eu quero (mesmo sem saber ao certo quem é o "você"), leia e entenda cada detalhe do que eu digo.
Escrever é planejar, lembrar, recordar o que é bom e principalmente o que é ruim, porque me parece que tem dias que o ruim atrai minha memória mais do que deveria....ah, eu seila o que é certo que atraia meus pensamentos e minha atenção e minha memória.
Eu escrevo escrevo e logo depois vem a preguiça de ler tudo o que mesma escrevi...ou senti.
Quem vive feliz demais, tem seus dias ruins e nem sabem o porque. Dizem por ai que é necessário dias ruins para que venham os bons. As vezes não é tristeza, é só a falta da vontade de sorrir. E aí? Aí vem a vontade de escrever e jogar tudo que ta dentro da gente pro papel, como se o papel fosse o melhor psicólogo: aquele que escuta, ouve tudo e não diz nada, concorda, não retruca e me deixa desabafar.
Não acho covarde quem escreve e se reprimi na hora de falar...covarde é quem guarda tudo e não fala pra ninguém. Pelo menos quando eu escrevo, eu mostro pra todo mundo o que eu quero, sem me preocupar qual vai ser sua reação e muito menos a minha reação ao ver a sua. Se você souber alguma maneira melhor de trasbordar seus sentimentos...me conte.
Tenho medos que todos tem. Medo de não sentir, medo de sentir demais. Medo de ver, medo de não ver mas imaginar...imaginar o que não deve ou o que deve mas não é necessario. Medo de escrever pros outros, medo de não haver resposta mesmo nem querendo uma. Medo de nao dar certo. Medo de achar que tenho problemas mesmo sabendo que os maiores problemas da minha vida ainda estão por vir. Medo da saudade...de ter saudade, a saudade saudável e a saudade que faz um mal danado. Medo de gostar e não ser gostado ou de ser gostado e não querer gostar...ou não se deixar gostar. Medo do sexo oposto e do sexo disposto. Medo do que está só de passagem mas já faz parte do dia a dia, medo da falta que o que esta de passagem vai fazer quando simplesmente passar. Medo adiantado e medo adiado. Medo que esses bilhões de sentimentos que moram em mim só se acabem no papel....medo de que só o papel não seja suficiente.
Não sei se quero escrever por falta do que fazer, por vontade de que os outros concordem comigo ou por achar que você, você que eu quero (mesmo sem saber ao certo quem é o "você"), leia e entenda cada detalhe do que eu digo.
Escrever é planejar, lembrar, recordar o que é bom e principalmente o que é ruim, porque me parece que tem dias que o ruim atrai minha memória mais do que deveria....ah, eu seila o que é certo que atraia meus pensamentos e minha atenção e minha memória.
Eu escrevo escrevo e logo depois vem a preguiça de ler tudo o que mesma escrevi...ou senti.
Quem vive feliz demais, tem seus dias ruins e nem sabem o porque. Dizem por ai que é necessário dias ruins para que venham os bons. As vezes não é tristeza, é só a falta da vontade de sorrir. E aí? Aí vem a vontade de escrever e jogar tudo que ta dentro da gente pro papel, como se o papel fosse o melhor psicólogo: aquele que escuta, ouve tudo e não diz nada, concorda, não retruca e me deixa desabafar.
Não acho covarde quem escreve e se reprimi na hora de falar...covarde é quem guarda tudo e não fala pra ninguém. Pelo menos quando eu escrevo, eu mostro pra todo mundo o que eu quero, sem me preocupar qual vai ser sua reação e muito menos a minha reação ao ver a sua. Se você souber alguma maneira melhor de trasbordar seus sentimentos...me conte.
Tenho medos que todos tem. Medo de não sentir, medo de sentir demais. Medo de ver, medo de não ver mas imaginar...imaginar o que não deve ou o que deve mas não é necessario. Medo de escrever pros outros, medo de não haver resposta mesmo nem querendo uma. Medo de nao dar certo. Medo de achar que tenho problemas mesmo sabendo que os maiores problemas da minha vida ainda estão por vir. Medo da saudade...de ter saudade, a saudade saudável e a saudade que faz um mal danado. Medo de gostar e não ser gostado ou de ser gostado e não querer gostar...ou não se deixar gostar. Medo do sexo oposto e do sexo disposto. Medo do que está só de passagem mas já faz parte do dia a dia, medo da falta que o que esta de passagem vai fazer quando simplesmente passar. Medo adiantado e medo adiado. Medo que esses bilhões de sentimentos que moram em mim só se acabem no papel....medo de que só o papel não seja suficiente.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Aqueles dois
Era ele e ela. Eles se amavam. Todos desconfiavam, mas ninguém sabia. Eles sabiam, mas quase não se conheciam. Não se conheciam de tocar e pegar, mas se conheciam da maneira mais estranha e que era mais perceptível aquele quase romance: se conheciam de sentir, de saber tudo sobre o outro e de estar um com o outro, mesmo não estando.
Era um quase romance porque faltava aquele "estar", toda aquela conquista que ela queria antes do beijo. Aquela relação era cheia de nada, cheia de vazio. Cheia de esperança, de sorriso calado, de amor mal começado e cheia de conhecimento alheio. Aquele entra e sai do msn, sobe e desce de janelinha era uma conversa, ainda que faltassem palavras pra preenche-la. Era aquele "que bom que você está aqui" sem ser dito.Era uma relação que ninguém sabia, nem eles. Era como um segredo. Segredo gostoso, segredo daqueles que a gente quer contar pra o mundo inteiro mesmo sem ter o que contar.
Ele queria a presença...dela. Ela queria o carinho...dele. Quem eram eles? Sabe que nem eles sabiam. Eles se amaram distante até quando o sentir já não era suficiente, era preciso o toque, o desejo...o cheiro bom que o outro tinha. Aquele era o dia. Foi quando aquela coisa brega de "as metades da laranja" se encontraram. Eles se gostaram. Se gostaram como já estavam gostando há um tempão.
É...o quase romance se tornou uma história quase concreta, sem precisar de uma explicação. Eles até queriam explicar, talvez até se explicar. Mas eles não iam entender, ninguém ia entender, eles iam se desintender, então..pra que explicar?
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Quem é que é a gente?
E a gente que fica esperando feito criança por aquilo que nem ao certo sabemos o que é? E a gente que acha que a saudade mata mas na verdade quem mata somos nós mesmo? E a gente que tem carinho demais por umas pessoas e ódio por aquelas que nem sequer conhecemos? E a gente que gosta um tantão de lembrar da nossa infância como se fosse ontem? E a gente que fica tão bobo relembrando e repassando na nossa cabeça como aqueles dias eram bons? E a gente que espera o primeiro dia de aula como se fossemos estudar mais no semestre que entra? E a gente que espera as férias feito louco pra no finzinho enjoar dela? E a gente que é tão hipócrita que se comove todo com um vídeo, mas com a situação do mundo ninguém liga? E a gente que tem um medo enorme de perder um grande amor, ou um novo amor, ou de ter alguém pra chamar de meu amor? E a gente que mesmo estando vivo tem medo da morte? E a gente que fala muito da boca pra fora mas dentro do coração ta calminho, tranquilo, em paz, e sozinho? E a gente que nem sabia a diferença entre o agente e a gente? E a gente que acha que é gente mas as vezes parece que não é nada?
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Mas não se irrite
Pra que, minha gente? Me diz, pra que se irritar? É chato, não faz bem pra saúde e muito menos pra quem convive com você. Se alegra e deixa todo mundo pegar essa alegria, deixa.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
O passado velho
Aquele passado que você acha sujo, chato, vazio e sem absolutamente nada de valor. Ou nem tanto..ou o passado que você olha pra tras e sente saudade, saudade boa, sente carinho, afeto e não quer esquecer nunca. É sempre bom voltar aos abraços antigos, risadas, lugares. Ou ver aquelas fotos que você olha e tem vergonha de si mesmo, tem vergonha mas não ta nem aí de sair mostrando.
Esse é o passado bom. Não digo o passado, necessariamente, de anos atras, falo também do passado que foi ontem, da semana passada. E quer saber? Qualquer passado é bom. Pode nos condenar, como dizem..mas antes as coisas que nós mesmos fizemos (e aprendemos com isso) nos condenarem, do que as pessoas.
Tem saudade que a gente nem quer sentir, mas sente..e quer saber? Sinto, mesmo não querendo. E sinto sem a menor culpa. Quem foi que disse que só as coisas boas tem que ser lembradas? Nada disso. O que ficou pra tras ta la pra ser lembrado. Pode ser esquecido, e se foi esquecido, tenha certeza que você não se importava de verdade. É bom esquecer de algumas coisas, atualizar a mente.
Sei la o que você pensa sobre o passado, só sei que me dá uma nostalgia enorme toda vez que paro pra ver videos, fotos, músicas. Sou apaixonada pelo meu passado, sou mesmo.
Quando eu for velhinha e tiver meus noventa e poucos nas costas, quero estar com meus amigos que conheço desde criança, os poucos e bons que restarem da minha época de escola, faculdade e trabalho, e com os que ainda vou conhecer. Quero ver das coisas malucas que eu vou lembrar e das maravilhosas que vou esquecer.
É...o passado ta logo ai, batendo na porta. E não é que as vezes ele é uma boa visita?
Esse é o passado bom. Não digo o passado, necessariamente, de anos atras, falo também do passado que foi ontem, da semana passada. E quer saber? Qualquer passado é bom. Pode nos condenar, como dizem..mas antes as coisas que nós mesmos fizemos (e aprendemos com isso) nos condenarem, do que as pessoas.
Tem saudade que a gente nem quer sentir, mas sente..e quer saber? Sinto, mesmo não querendo. E sinto sem a menor culpa. Quem foi que disse que só as coisas boas tem que ser lembradas? Nada disso. O que ficou pra tras ta la pra ser lembrado. Pode ser esquecido, e se foi esquecido, tenha certeza que você não se importava de verdade. É bom esquecer de algumas coisas, atualizar a mente.
Sei la o que você pensa sobre o passado, só sei que me dá uma nostalgia enorme toda vez que paro pra ver videos, fotos, músicas. Sou apaixonada pelo meu passado, sou mesmo.
Quando eu for velhinha e tiver meus noventa e poucos nas costas, quero estar com meus amigos que conheço desde criança, os poucos e bons que restarem da minha época de escola, faculdade e trabalho, e com os que ainda vou conhecer. Quero ver das coisas malucas que eu vou lembrar e das maravilhosas que vou esquecer.
É...o passado ta logo ai, batendo na porta. E não é que as vezes ele é uma boa visita?
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Vai valer a pena, veja
E de repente, ela se pega pensando em milhões de coisas, as mesmas milhões coisas de sempre, de sempre quando a mente fica vazia.
Ela se vê quando criança, onde o mais importante era ter uma boneca pra cuidar e fingir de sua filha.
Ela se vê na quarta série, onde tirava ótimas notas e sua maior dificuldade era entender as terríveis frações que a matemática insistia em propor (e que até hoje ainda a confundem).
Aí ela já se lembra do primeiro amor...que delícia! Achava que aquele era o garoto com quem ela ia casar, ter seus filhos e já até sabia os respectivos nomes. Ela gostava tanto tanto dele, que até dividia esse amor com as amigas e não tinha aquela coisa chata de ciumes. Ela não conhecia o ciumes...ainda. Vieram depois as lembranças do segundo, terceiro e quarto amor...que na verdade, nem eram amor, era apenas a vontade de gostar. E ela gostava.
Quando ela pensa no presente, percebe que apesar de tudo no passado ter sido mais fácil, hoje era tudo mais gostoso. Ela sofria, chorava, sorria, cantava no banheiro, tinha a tal da tpm, mudava de opinião e mudava de novo, tinha poucos amigos, mas que era o suficiente pra ela ser feliz.
Ô menina que gostava das pessoas, que gostava de gente e que a gente gostava dela, e muito. Menina alegre com uma pitada de tristeza, extrovertida e um pouco chatinha, tão chatinha que todo mundo queria chegar mais perto.
Sim, ela era feliz...eu lembro. Mesmo com seus altos e baixos naquela vidinha que muitos não viam a menor graça. E o mais engraçado é que a graça toda ela depositava em si mesma e não fazia a menor questão de sair pro mundo mostrando isso. Ser feliz pra ela mesma bastava. As vezes parecia inútil, fúti, mas quem é que não é um pouco disso as vezes? Era fraca também, mas sabia se fingir de forte e quase conseguia acreditar que ela realmente era.
Hoje em dia, não consigo me descrever como nas linhas anteriores, mas de uma coisa eu tenho certeza: de tanto sofrer, sorrir, ser pisada e pisar um pouco também, virei uma mulher forte - ou quase mulher, mas ainda com vestígios de menina.
E veja, vale a pena. Vale a pena sofrer - não me chame de louca. Aprenda que a vida feita só de alegrias não existe, e se existir, é uma meia-vida. A alegria cura a trsiteza que depois vira uma alegria que vai criar uma tristeza que depois vai ser amenizada por uma alegria, e assim é um ciclo quase que natural.
Aprenda que a vida vivida de acordo com nós mesmos é mais gostosa. E se não conseguir aprender sozinho, tenha certeza que em alguma parte dessa sua grande vida, vai ter alguém disposto a te ensinar, e você vai querer aprender. E então, finalmente, essa pessoa vai ser aquela com quem você vai querer aprender a ser velhinho junto.
E veja, vai valer a pena.
Ela se vê quando criança, onde o mais importante era ter uma boneca pra cuidar e fingir de sua filha.
Ela se vê na quarta série, onde tirava ótimas notas e sua maior dificuldade era entender as terríveis frações que a matemática insistia em propor (e que até hoje ainda a confundem).
Aí ela já se lembra do primeiro amor...que delícia! Achava que aquele era o garoto com quem ela ia casar, ter seus filhos e já até sabia os respectivos nomes. Ela gostava tanto tanto dele, que até dividia esse amor com as amigas e não tinha aquela coisa chata de ciumes. Ela não conhecia o ciumes...ainda. Vieram depois as lembranças do segundo, terceiro e quarto amor...que na verdade, nem eram amor, era apenas a vontade de gostar. E ela gostava.
Quando ela pensa no presente, percebe que apesar de tudo no passado ter sido mais fácil, hoje era tudo mais gostoso. Ela sofria, chorava, sorria, cantava no banheiro, tinha a tal da tpm, mudava de opinião e mudava de novo, tinha poucos amigos, mas que era o suficiente pra ela ser feliz.
Ô menina que gostava das pessoas, que gostava de gente e que a gente gostava dela, e muito. Menina alegre com uma pitada de tristeza, extrovertida e um pouco chatinha, tão chatinha que todo mundo queria chegar mais perto.
Sim, ela era feliz...eu lembro. Mesmo com seus altos e baixos naquela vidinha que muitos não viam a menor graça. E o mais engraçado é que a graça toda ela depositava em si mesma e não fazia a menor questão de sair pro mundo mostrando isso. Ser feliz pra ela mesma bastava. As vezes parecia inútil, fúti, mas quem é que não é um pouco disso as vezes? Era fraca também, mas sabia se fingir de forte e quase conseguia acreditar que ela realmente era.
Hoje em dia, não consigo me descrever como nas linhas anteriores, mas de uma coisa eu tenho certeza: de tanto sofrer, sorrir, ser pisada e pisar um pouco também, virei uma mulher forte - ou quase mulher, mas ainda com vestígios de menina.
E veja, vale a pena. Vale a pena sofrer - não me chame de louca. Aprenda que a vida feita só de alegrias não existe, e se existir, é uma meia-vida. A alegria cura a trsiteza que depois vira uma alegria que vai criar uma tristeza que depois vai ser amenizada por uma alegria, e assim é um ciclo quase que natural.
Aprenda que a vida vivida de acordo com nós mesmos é mais gostosa. E se não conseguir aprender sozinho, tenha certeza que em alguma parte dessa sua grande vida, vai ter alguém disposto a te ensinar, e você vai querer aprender. E então, finalmente, essa pessoa vai ser aquela com quem você vai querer aprender a ser velhinho junto.
E veja, vai valer a pena.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Eu pra mim
Hoje eu vou viver pra mim: pra eu me achar legal, eu me achar simpatica, eu me achar bonita...pra mim, mesmo que o "mim" não conjugue verbo. Cansei de agradar a maioria e decobri que tentar agradar todo mundo é o mesmo que não agradar ninguém.
As opiniões mudam a todo instante, mas não quero a metamorfose que segue essas mudanças repentinas.
Quero ter opinião formada sobre algumas coisas (e que me ajudem a escolher as melhores) e morrer sem ter opinião sobre outras. Vou ser engraçada, divertida, alegre. Vou achar o outro bonito e o esquisito mais belo ainda, e se eu não for capaz de fazer isso, eu invento, finjo, pinto, repinto, apago e começo tudo de novo. É.....eu quero e vou viver pra mim.
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