terça-feira, 11 de outubro de 2011

Aqueles dois

Era ele e ela. Eles se amavam. Todos desconfiavam, mas ninguém sabia. Eles sabiam, mas quase não se conheciam. Não se conheciam de tocar e pegar, mas se conheciam da maneira mais estranha e que era mais perceptível aquele quase romance: se conheciam de sentir, de saber tudo sobre o outro e de estar um com o outro, mesmo não estando.
Era um quase romance porque faltava aquele "estar", toda aquela conquista que ela queria antes do beijo. Aquela relação era cheia de nada, cheia de vazio. Cheia de esperança, de sorriso calado, de amor mal começado e cheia de conhecimento alheio. Aquele entra e sai do msn, sobe e desce de janelinha era uma conversa, ainda que faltassem palavras pra preenche-la. Era aquele "que bom que você está aqui" sem ser dito.Era uma relação que ninguém sabia, nem eles. Era como um segredo. Segredo gostoso, segredo daqueles que a gente quer contar pra o mundo inteiro mesmo sem ter o que contar.
Ele queria a presença...dela. Ela queria o carinho...dele. Quem eram eles? Sabe que nem eles sabiam. Eles se amaram distante até quando o sentir já não era suficiente, era preciso o toque, o desejo...o cheiro bom que o outro tinha. Aquele era o dia. Foi quando aquela coisa brega de "as metades da laranja" se encontraram. Eles se gostaram. Se gostaram como já estavam gostando há um tempão.
É...o quase romance se tornou uma história quase concreta, sem precisar de uma explicação. Eles até queriam explicar, talvez até se explicar. Mas eles não iam entender, ninguém ia entender, eles iam se desintender, então..pra que explicar?

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