terça-feira, 15 de novembro de 2011

Com costume

A verdade é que se acostumar é uma grande bosta. Em todos os sentidos.
Você chega em um lugar onde todo mundo é diferente, dali uns meses você já conhece aquelas mesmas pessoas estranhas mais do que elas mesmas. Chega a hora de se mudar e aí aquele dia-a-dia com as criaturas de sempre...somem.
Você conversa 3 ou 4 dias com a mesma pessoa e já se acostuma com aquele papo furado jogado fora que te parece o mais divertido. E vai passando o tempo e amizade vai passando junto.
A gente passa e quem, na verdade, realmente fica são aqueles que você vai enjoar de ter muito por perto. Ou vai enjoar de ter muito longe. Mas vai ter, de alguma forma. No sentido de ser e de estar.
A gente devia vir com um manual de instruções básico, e nele viria a seguinte regra: NÃO SE ACOSTUME. Acostumar é meio que ficar acomodado. Quem quer ficar acomodado tem que ficar é no sofá...e por mim eu ficaria no sofá por horas e dias.
E olha que bagunça que é tudo isso: você se acostuma, gosta até, depois que não vira mais costume você tenta procurá-lo, analisar o caminho de trás pra frente pra ver onde foi que uma parte dele ficou, a ponto de ter deixado se ser um costume.
E pra desacostumar...não sei como faz. Acho que o tempo é encarregado disso e o orgulho, o ajudante. Meu orgulho me desacostumou.
Mas tudo bem. Quem é que nunca quis se acostumar pela vontade de não ter nada novo? De ficar com aquele costume pra - quase - sempre?

Nenhum comentário:

Postar um comentário