quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Alô sem jeito

Foi a hora que enchi o peito de ar e o coração de coragem pra atender o telefone que tocava e te falar tudo o que eu precisava, logo.
Levantei da cama depressa e fui lentamente em direção a aquele telefone que a cada toque fazia meu coração acelerar de ansiedade pra ouvir sua voz.
Disse aquele alô que no timbre misturava felicidade com receio, e logo depois como se o tempo fosse contado, ouvi aquela voz simpática da moça do telemarketing querendo me vender tv a cabo. Minha frustração foi tanta que quase me ofereci pra sair ligando pros outros vendendo meu coração, também.

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