segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Carta ao bom velhinho

Noel, cara, parece que quanto mais brinquedo eu peço, mais as pessoas brincam comigo. Então esse ano decidi te pedir mais sentimentos do que material...vale?
Que esse ano que vai começar seja doce. Claro, com um toque amargo também, porque muito doce sempre me enjoou. Quero mais gosto de doce de padaria e menos de café com leite requentado pela manhã. Quero mais amor. Eu sei que o senhor quer também, mas como amor não se compra, dê pelo menos um pouco para aqueles que ainda sabem amar, e pros novatos deixa que a vida ensina.
Quero rir até chorar e chorar pra depois vir aquele ataque de riso bobo, como o arco-íris vem depois da tempestade. Aliás, que venham mais tempestades. Desde aquelas que fico com tanto medo que acho que meu cobertor vai me proteger, até aquelas que é gostoso pra dormir ou pra beijar ou pra ler um livro ou só pra molhar mesmo.
Que venham mais amigos. Novos amigos e que eu reconquiste pelo menos um antigo.
Papai noel, se eu fosse o senhor, eu saía por aí distribuindo sorriso pras pessoas. Saía dando pra quem pedisse.
Que no ano que entra, venham mais festas e mais filmes com pipoca. Que eu veja o sol nascer pelo menos uma vez por mês, como se fosse uma regra. Que eu aprecie a beleza do sol indo dormir, também. E mesmo quando os dias forem feios, que eu consiga torna-los maravilhosos pelo simples fato de eles terem passado.
Que eu anseie pelo presente e me preocupe menos com o futuro.
Que seja um ano e tanto, Noel. Eu sei que o senhor tem muito trabalho, mas vai me ajudar, eu sei que vai. Afinal, esse ano fiz coisas incríveis e outras nem tanto assim.
O senhor deve, provavelmente, estar pelo lado mais frio do mundo lendo isso e até rindo, talvez...mas com um coração enorme. Se não for pedir demais, não demora muito não tá?
Bom trabalho!

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