segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Tico e o Teco

Me parece que meus neurônios - ou que sejam "o tico e teco", se combinam. Se combinam contra (ou a favor, não sei ao certo) mim.
Pode ser aonde for, desde que eu já esteja com a mente limpa esperando o sono realmente tomar conta de mim...é nessa hora, é essa hora exata que eles começam. Eu finjo que não sei, mas eu sei, eu sei e acho gostoso.
Aparecem em forma de nostalgia, de lembrança bonita, de raiva, ódio, amor...muito amor, amor até demais, amor que nem existe ou nem devia exisitr. Vêm as vezes em forma de música, de poesia, vêm como quiserem vir, desde que me atinjam. Não que me atinjam pro mal, não.
Começo a planejar junto com eles, planejar o dia de amanhã, planejar o fim do ano e planejar meu futuro. Ah, mas quem é que nunca se imaginou casando com aquele homem-menino que tem o biotipo do príncipe encantado? Ou com aquele cara todo errado mas que juntando com seus acertos dá um par perfeito?!. Mas tudo bem, a gente planeja, mesmo sabendo que na maioria das vezes a propabilidade de ser isso é quase nula...a gente planeja, e gosta e sonha e imagina e brinca e chora e sorri, só ri.
Mas voltando a falar do tico e teco em si. Eles brincam, né? Mas no fundo, eu sei que eles também amam. Devem me odiar por morarem em mim, por eu fazê-los tantas perguntas sem respostas, tantos palavrões sem educação, por colocá-los em situações que nem eu mesma sei como fui parar lá. Ahh, mas eu sei que eles gostam de mim e não me largariam de forma alguma. Eles sabem as barbaridades que eu penso e as que eu faço. Eles gostam, eu sei.
Quando eu era criança, eu não tinha amigos imaginários como muito de vocês. Eu tinha mesmo eram os meus tico e teco, fortes e saudáveis, que brincaram, imaginaram (mesmo sem serem imaginários) e vejam que engraçado, eles até cresceram junto comigo.
Aí, antes de dormir, quando meus olhos estão já fechados naquela transição do real pro sono...é aí que eu mais gosto e não tenho vontade de acordar. São naqueles três ou quatro minutinhos de transição que eu lembro, re-lembro, sonho. Se eu to maluca? Olha, pode ser que sim, mas eu sei que vocês estão entendendo o que eu estou falando.
É quando as lembranças são tão boas, mas tão ruins, que não cabe na memória e saem (saem pra fora mesmo) em forma de líquido...podem chamar de lágrimas também. Mas são lágrimas até que boas, que eu choro com vontade de chorar. Chorar de alegria ou de tristeza, tanto faz, mas ao longo dos anos aprendi comigo mesma que chorar faz um bem danado.
Acredito que todos tenham seus próprios "tico e teco", não necessariamente com esses respectivos nomes (só não dei outro, porque gosto desse popular mesmo). Os meus, eu não des-penso por nada.

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