segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Amor vs. Amizade

As pessoas viviam me falando que eu não sabia como chegar em um cara pra pegar ele, se eu tivesse com vontade. É verdade. Mas talvez aí esteja o problema: o "pegar".
Pegar uma pessoa me parece uma coisa tão sem sal. Ok, as vezes é necessario pra se distrair, se divertir...ou por carencia mesmo. Mas veja bem, as vezes...vez em nunca...quase nunca.
Comigo funciona na base da amizade, primeiro. Me chamam de inocente e boba por pensar assim. Mas comigo é assim, sim.
É tão mais legal você saber do que a pessoa gosta e não gosta, do que ela quer e o que ela sonha, do que ela sonha mas não põe em prática, e aí sim, então, querê-la. Querer como ela é, e não como ela parece ser.
Eu não consigo ver o amor sem a amizade. É como se a amizade fosse o complemento necessário para o começo de tudo. Porque a confiança, carinho e até o amor...isso vem com o tempo. É da amizade que se descobrem as coincidencias mais bizarras, as piores birras e os defeitos - porque a gente é assim, vê os defeitos e depois caça as qualidades pra compensar. Isso quando a amizade ja virou amor e você nem percebeu.
Tudo bem. Um amor de balada, de verão ou talvez aquele romance de 4 em 4 meses com o cara que mora a 200km de distancia, é - um pouco - importante e faz bem pro ego. Mas nada se compara a um amor plantado a partir de uma amizade. De uma amizade feita num trem, numa festa ou num alcoolismo. É disso que eu to falando. De onde a amizade vem não importa, o que importa é aonde ela vai dar.
As assanhadas que me perdoem, mas nem sempre conseguir o homem que quer, assim, na lata, é bom. Qual a graça de conseguir sem ao menos fazer um esforço?
Eu sou antiga. Daquelas que prefere um bom e longo papo jogado fora, do que alguns longos beijos e amassos desperdiçados numa noite. Sou mesmo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Segunda feira irresponsável.

Por que é que a gente acha que tudo que tem que começar, tem que ser na bendita - ou maldita - segunda feira? O que é que ela tem de tão especial? "Ser o primeiro dia da semana" não é a desculpa, afinal, o primeiro dia da semana, oficialmente, é o domingo, então o certo seria dar a ele a responsabilidade de iniciar tudo.
O engraçado - e trágico - é que sempre prometemos começar na segunda feira, e se por um acaso isso não acontece, não fazemos na terça, nem na quarta, nem na quinta...deixamos pra próxima segunda.
A segunda feira tem a fama da ressaca do fim de semana. Cansada de ter feito muita ou pouca coisa. Cansada das decisões mal tomadas e contente pelas risadas dadas.
Meu regime, então, resolvi começar na terça feira, pra ver se de uma vez por todas ele ia pra frente. Porque todo domingo que eu me entupia de comida e dizia que na segunda eu começaria o regime, não é que não dava certo?!
Minha academia resolvi começar logo no domingo. E aquela conversa que empurrei pra segunda, resolvi te-la na sexta feira.
Ora, se a segunda feira é responsável por ajudar na minha irresponsabilidade, é melhor deixar pra ela apenas a parte de sofrer por conta do fim de semana ter terminado - que é o que ela faz de melhor.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Cuidado: palavras fortes!

As palavras são fortes. As vezes, mais fortes que as pessoas. Digo da força de uma palavra dita.
"Independente de qualquer coisa" é uma delas. Isso é a coisa mais hipócrita que ouço. Independente de qualquer coisa, a gente pensa nas coisas do dia a dia, nunca pensa que se uma tragédia acontecer, mesmo assim estarei lá, independente das reviravoltas que a vida dá.
"Pra sempre"? Até quando? Que pra sempre é esse que vocês falam hoje em dia que acaba em um mês, uma semana ou um ano? Gente, o pra sempre que eu aprendi era um tempo inacabável. Inacabável, entenderam? Que não tem fim.
E o "eu te amo" então? Esse aí, coitado...já esta na zona de rebaixamento. "Eu te amo, ops, você é legal." "Eu te amo, ops, me beija?" O eu te amo que eu aprendi é aquele gostoso de ouvir. É aquele raro, que fala pra quem realmente se ama com o coração, e não com a bunda ou com o peito ou com a mão.
As palavras são tão fortes que deviam bater naqueles que a usam sem ter a noção disso.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Carta ao bom velhinho

Noel, cara, parece que quanto mais brinquedo eu peço, mais as pessoas brincam comigo. Então esse ano decidi te pedir mais sentimentos do que material...vale?
Que esse ano que vai começar seja doce. Claro, com um toque amargo também, porque muito doce sempre me enjoou. Quero mais gosto de doce de padaria e menos de café com leite requentado pela manhã. Quero mais amor. Eu sei que o senhor quer também, mas como amor não se compra, dê pelo menos um pouco para aqueles que ainda sabem amar, e pros novatos deixa que a vida ensina.
Quero rir até chorar e chorar pra depois vir aquele ataque de riso bobo, como o arco-íris vem depois da tempestade. Aliás, que venham mais tempestades. Desde aquelas que fico com tanto medo que acho que meu cobertor vai me proteger, até aquelas que é gostoso pra dormir ou pra beijar ou pra ler um livro ou só pra molhar mesmo.
Que venham mais amigos. Novos amigos e que eu reconquiste pelo menos um antigo.
Papai noel, se eu fosse o senhor, eu saía por aí distribuindo sorriso pras pessoas. Saía dando pra quem pedisse.
Que no ano que entra, venham mais festas e mais filmes com pipoca. Que eu veja o sol nascer pelo menos uma vez por mês, como se fosse uma regra. Que eu aprecie a beleza do sol indo dormir, também. E mesmo quando os dias forem feios, que eu consiga torna-los maravilhosos pelo simples fato de eles terem passado.
Que eu anseie pelo presente e me preocupe menos com o futuro.
Que seja um ano e tanto, Noel. Eu sei que o senhor tem muito trabalho, mas vai me ajudar, eu sei que vai. Afinal, esse ano fiz coisas incríveis e outras nem tanto assim.
O senhor deve, provavelmente, estar pelo lado mais frio do mundo lendo isso e até rindo, talvez...mas com um coração enorme. Se não for pedir demais, não demora muito não tá?
Bom trabalho!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Alô sem jeito

Foi a hora que enchi o peito de ar e o coração de coragem pra atender o telefone que tocava e te falar tudo o que eu precisava, logo.
Levantei da cama depressa e fui lentamente em direção a aquele telefone que a cada toque fazia meu coração acelerar de ansiedade pra ouvir sua voz.
Disse aquele alô que no timbre misturava felicidade com receio, e logo depois como se o tempo fosse contado, ouvi aquela voz simpática da moça do telemarketing querendo me vender tv a cabo. Minha frustração foi tanta que quase me ofereci pra sair ligando pros outros vendendo meu coração, também.

domingo, 27 de novembro de 2011

Coração amigo

Meu coração é abusado. Um verdadeiro romântico. Acha que nasceu no começo do século passado onde aquela baboseira de serenata de amor, telegrama e pegar na mão era bonito.
Eu insisto dizendo pra ele que, meu amigo, hoje em dia é tudo na raça.
Meu coração é aquele que gosta do domingo tranquilo, sem fortes emoções, apenas vendo meus outros órgãos funcionarem da maneira como devem. A segunda é a nostalgia do fim de semana bobo, mas com quem se gosta.
Ele é louco, quase sempre. Conhece alguém interessante, não necessariamente bonito, mas que de alguma forma ele sabe que vai me atrair...e já quer se apaixonar. Eu digo pra ele que não. Que da última vez fomos nós dois que nos machucamos. Mas aí ele vem com aquele papo mansinho e devagarinho vai me convencendo de que pode ser uma boa idéia. Eu concordo. O final? É quase sempre assim: trágico e chato. Então ele se revolta, quer ser durão e moderno. De vez em quando, quando eu recebo flores, nem que sejam do meu pai ou até online (pra você ver como ele é fraquinho), ele ainda acredita nos ultimos românticos desse mundão e fica feliz. E volta a ser ingênuo.
Meu coração é teimoso. Apanha apanha e parece que não cansa de apanhar. Quer ir sempre com o sentimento na frente da razão. Que coisa mais antiga.
Mas apesar de tudo, ele é cavalheiro. Meu coração é meu xodó, não troco ele por nada. Não quero um coração moderno que nem de sentimento mais é feito. Que é feito da vontade, do agora. O problema é que com a vontade, na hora, não se planta um amor. Meu coração é companheiro. Chora comigo as noites de saudade e bate mais rápido conforme as emoções.
Se nos dias de hoje existissem mais corações como o meu, com certeza haveriam menos machucados e mais amor. De fato, amor.