Nos primeiros dias é difícil levantar da cama. A vontade de fazer nada é maior que a vontade de fazer tudo. Parece que um caminhão de sofrimento estaciona em cima de você. É como se o mundo fosse acabar amanhã e ao envés de estar rindo, você espera chorando.
Depois dessa fase, é a hora que cai a ficha - e essa hora sempre chega - "ele nem era tudo isso". Porque a paixão (paixão sim, porque aquilo não era amor) é assim mesmo: faz você amar as qualidades e os defeitos do outro, faz colocar o outro em primeiro lugar e faz você ter quase certeza de que ele é o cara certo - quase certeza.
É aí que bate o arrependimento. Não necessariamente por ter vivido aquele romance-paixão-amor, mas por não ter enxergado antes as coisas como elas realmente eram. Mas a paixão (paixão sim, porque aquilo não era amor) faz você ficar de óculos escuro 24h por dia e enxergar tudo de uma forma menos dolorosa aos olhos. O problema é que quando você tira o óculos já é tarde demais e aí, o sol já se pôs.
Depois, finalmente, a ressaca passa. A dor de cabeça e a ânsia já foram embora. A vontade de ficar na cama o dia todo também passa. Surge a vontade de sair e ver o sol ardido e forte como ele é, sem proteção alguma para os olhos. E de conhecer gente nova e sentar com os velhos amigos. E de sentir-se bem com você mesma. E se achar linda quando se colocar na frente do espelho. E de lembrar que você tem sempre que estar em cima do pódio da sua própria vida - em primeiro lugar.
Porque paixão é ser feliz; amor é fazer o outro feliz.
Citação: "Paixão é ser feliz. Amor é fazer o outro feliz." - Fabricio Carpinejar
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