As pessoas viviam me falando que eu não sabia como chegar em um cara pra pegar ele, se eu tivesse com vontade. É verdade. Mas talvez aí esteja o problema: o "pegar".
Pegar uma pessoa me parece uma coisa tão sem sal. Ok, as vezes é necessario pra se distrair, se divertir...ou por carencia mesmo. Mas veja bem, as vezes...vez em nunca...quase nunca.
Comigo funciona na base da amizade, primeiro. Me chamam de inocente e boba por pensar assim. Mas comigo é assim, sim.
É tão mais legal você saber do que a pessoa gosta e não gosta, do que ela quer e o que ela sonha, do que ela sonha mas não põe em prática, e aí sim, então, querê-la. Querer como ela é, e não como ela parece ser.
Eu não consigo ver o amor sem a amizade. É como se a amizade fosse o complemento necessário para o começo de tudo. Porque a confiança, carinho e até o amor...isso vem com o tempo. É da amizade que se descobrem as coincidencias mais bizarras, as piores birras e os defeitos - porque a gente é assim, vê os defeitos e depois caça as qualidades pra compensar. Isso quando a amizade ja virou amor e você nem percebeu.
Tudo bem. Um amor de balada, de verão ou talvez aquele romance de 4 em 4 meses com o cara que mora a 200km de distancia, é - um pouco - importante e faz bem pro ego. Mas nada se compara a um amor plantado a partir de uma amizade. De uma amizade feita num trem, numa festa ou num alcoolismo. É disso que eu to falando. De onde a amizade vem não importa, o que importa é aonde ela vai dar.
As assanhadas que me perdoem, mas nem sempre conseguir o homem que quer, assim, na lata, é bom. Qual a graça de conseguir sem ao menos fazer um esforço?
Eu sou antiga. Daquelas que prefere um bom e longo papo jogado fora, do que alguns longos beijos e amassos desperdiçados numa noite. Sou mesmo.
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