Quando é que as pessoas vão aprender que um "eu te amo" raro é mais gostoso que um "eu te amo" diario? Todo dia perde o encanto e desgasta.
Quando é que elas vão ver que um "eu te amo" sincero é mais gostoso do que um "eu te amo" de balada?
As pessoas falam tanto que o "amor" ta decaindo...mas olha, quem ta banalizando ele são vocês que falam eu te amo até pro padeiro que te vendeu um pão quentinho.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Amor vs. Amizade
As pessoas viviam me falando que eu não sabia como chegar em um cara pra pegar ele, se eu tivesse com vontade. É verdade. Mas talvez aí esteja o problema: o "pegar".
Pegar uma pessoa me parece uma coisa tão sem sal. Ok, as vezes é necessario pra se distrair, se divertir...ou por carencia mesmo. Mas veja bem, as vezes...vez em nunca...quase nunca.
Comigo funciona na base da amizade, primeiro. Me chamam de inocente e boba por pensar assim. Mas comigo é assim, sim.
É tão mais legal você saber do que a pessoa gosta e não gosta, do que ela quer e o que ela sonha, do que ela sonha mas não põe em prática, e aí sim, então, querê-la. Querer como ela é, e não como ela parece ser.
Eu não consigo ver o amor sem a amizade. É como se a amizade fosse o complemento necessário para o começo de tudo. Porque a confiança, carinho e até o amor...isso vem com o tempo. É da amizade que se descobrem as coincidencias mais bizarras, as piores birras e os defeitos - porque a gente é assim, vê os defeitos e depois caça as qualidades pra compensar. Isso quando a amizade ja virou amor e você nem percebeu.
Tudo bem. Um amor de balada, de verão ou talvez aquele romance de 4 em 4 meses com o cara que mora a 200km de distancia, é - um pouco - importante e faz bem pro ego. Mas nada se compara a um amor plantado a partir de uma amizade. De uma amizade feita num trem, numa festa ou num alcoolismo. É disso que eu to falando. De onde a amizade vem não importa, o que importa é aonde ela vai dar.
As assanhadas que me perdoem, mas nem sempre conseguir o homem que quer, assim, na lata, é bom. Qual a graça de conseguir sem ao menos fazer um esforço?
Eu sou antiga. Daquelas que prefere um bom e longo papo jogado fora, do que alguns longos beijos e amassos desperdiçados numa noite. Sou mesmo.
Pegar uma pessoa me parece uma coisa tão sem sal. Ok, as vezes é necessario pra se distrair, se divertir...ou por carencia mesmo. Mas veja bem, as vezes...vez em nunca...quase nunca.
Comigo funciona na base da amizade, primeiro. Me chamam de inocente e boba por pensar assim. Mas comigo é assim, sim.
É tão mais legal você saber do que a pessoa gosta e não gosta, do que ela quer e o que ela sonha, do que ela sonha mas não põe em prática, e aí sim, então, querê-la. Querer como ela é, e não como ela parece ser.
Eu não consigo ver o amor sem a amizade. É como se a amizade fosse o complemento necessário para o começo de tudo. Porque a confiança, carinho e até o amor...isso vem com o tempo. É da amizade que se descobrem as coincidencias mais bizarras, as piores birras e os defeitos - porque a gente é assim, vê os defeitos e depois caça as qualidades pra compensar. Isso quando a amizade ja virou amor e você nem percebeu.
Tudo bem. Um amor de balada, de verão ou talvez aquele romance de 4 em 4 meses com o cara que mora a 200km de distancia, é - um pouco - importante e faz bem pro ego. Mas nada se compara a um amor plantado a partir de uma amizade. De uma amizade feita num trem, numa festa ou num alcoolismo. É disso que eu to falando. De onde a amizade vem não importa, o que importa é aonde ela vai dar.
As assanhadas que me perdoem, mas nem sempre conseguir o homem que quer, assim, na lata, é bom. Qual a graça de conseguir sem ao menos fazer um esforço?
Eu sou antiga. Daquelas que prefere um bom e longo papo jogado fora, do que alguns longos beijos e amassos desperdiçados numa noite. Sou mesmo.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Segunda feira irresponsável.
Por que é que a gente acha que tudo que tem que começar, tem que ser na bendita - ou maldita - segunda feira? O que é que ela tem de tão especial? "Ser o primeiro dia da semana" não é a desculpa, afinal, o primeiro dia da semana, oficialmente, é o domingo, então o certo seria dar a ele a responsabilidade de iniciar tudo.
O engraçado - e trágico - é que sempre prometemos começar na segunda feira, e se por um acaso isso não acontece, não fazemos na terça, nem na quarta, nem na quinta...deixamos pra próxima segunda.
A segunda feira tem a fama da ressaca do fim de semana. Cansada de ter feito muita ou pouca coisa. Cansada das decisões mal tomadas e contente pelas risadas dadas.
Meu regime, então, resolvi começar na terça feira, pra ver se de uma vez por todas ele ia pra frente. Porque todo domingo que eu me entupia de comida e dizia que na segunda eu começaria o regime, não é que não dava certo?!
Minha academia resolvi começar logo no domingo. E aquela conversa que empurrei pra segunda, resolvi te-la na sexta feira.
Ora, se a segunda feira é responsável por ajudar na minha irresponsabilidade, é melhor deixar pra ela apenas a parte de sofrer por conta do fim de semana ter terminado - que é o que ela faz de melhor.
O engraçado - e trágico - é que sempre prometemos começar na segunda feira, e se por um acaso isso não acontece, não fazemos na terça, nem na quarta, nem na quinta...deixamos pra próxima segunda.
A segunda feira tem a fama da ressaca do fim de semana. Cansada de ter feito muita ou pouca coisa. Cansada das decisões mal tomadas e contente pelas risadas dadas.
Meu regime, então, resolvi começar na terça feira, pra ver se de uma vez por todas ele ia pra frente. Porque todo domingo que eu me entupia de comida e dizia que na segunda eu começaria o regime, não é que não dava certo?!
Minha academia resolvi começar logo no domingo. E aquela conversa que empurrei pra segunda, resolvi te-la na sexta feira.
Ora, se a segunda feira é responsável por ajudar na minha irresponsabilidade, é melhor deixar pra ela apenas a parte de sofrer por conta do fim de semana ter terminado - que é o que ela faz de melhor.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Cuidado: palavras fortes!
As palavras são fortes. As vezes, mais fortes que as pessoas. Digo da força de uma palavra dita.
"Independente de qualquer coisa" é uma delas. Isso é a coisa mais hipócrita que ouço. Independente de qualquer coisa, a gente pensa nas coisas do dia a dia, nunca pensa que se uma tragédia acontecer, mesmo assim estarei lá, independente das reviravoltas que a vida dá.
"Pra sempre"? Até quando? Que pra sempre é esse que vocês falam hoje em dia que acaba em um mês, uma semana ou um ano? Gente, o pra sempre que eu aprendi era um tempo inacabável. Inacabável, entenderam? Que não tem fim.
E o "eu te amo" então? Esse aí, coitado...já esta na zona de rebaixamento. "Eu te amo, ops, você é legal." "Eu te amo, ops, me beija?" O eu te amo que eu aprendi é aquele gostoso de ouvir. É aquele raro, que fala pra quem realmente se ama com o coração, e não com a bunda ou com o peito ou com a mão.
As palavras são tão fortes que deviam bater naqueles que a usam sem ter a noção disso.
"Independente de qualquer coisa" é uma delas. Isso é a coisa mais hipócrita que ouço. Independente de qualquer coisa, a gente pensa nas coisas do dia a dia, nunca pensa que se uma tragédia acontecer, mesmo assim estarei lá, independente das reviravoltas que a vida dá.
"Pra sempre"? Até quando? Que pra sempre é esse que vocês falam hoje em dia que acaba em um mês, uma semana ou um ano? Gente, o pra sempre que eu aprendi era um tempo inacabável. Inacabável, entenderam? Que não tem fim.
E o "eu te amo" então? Esse aí, coitado...já esta na zona de rebaixamento. "Eu te amo, ops, você é legal." "Eu te amo, ops, me beija?" O eu te amo que eu aprendi é aquele gostoso de ouvir. É aquele raro, que fala pra quem realmente se ama com o coração, e não com a bunda ou com o peito ou com a mão.
As palavras são tão fortes que deviam bater naqueles que a usam sem ter a noção disso.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Carta ao bom velhinho
Noel, cara, parece que quanto mais brinquedo eu peço, mais as pessoas brincam comigo. Então esse ano decidi te pedir mais sentimentos do que material...vale?
Que esse ano que vai começar seja doce. Claro, com um toque amargo também, porque muito doce sempre me enjoou. Quero mais gosto de doce de padaria e menos de café com leite requentado pela manhã. Quero mais amor. Eu sei que o senhor quer também, mas como amor não se compra, dê pelo menos um pouco para aqueles que ainda sabem amar, e pros novatos deixa que a vida ensina.
Quero rir até chorar e chorar pra depois vir aquele ataque de riso bobo, como o arco-íris vem depois da tempestade. Aliás, que venham mais tempestades. Desde aquelas que fico com tanto medo que acho que meu cobertor vai me proteger, até aquelas que é gostoso pra dormir ou pra beijar ou pra ler um livro ou só pra molhar mesmo.
Que venham mais amigos. Novos amigos e que eu reconquiste pelo menos um antigo.
Papai noel, se eu fosse o senhor, eu saía por aí distribuindo sorriso pras pessoas. Saía dando pra quem pedisse.
Que no ano que entra, venham mais festas e mais filmes com pipoca. Que eu veja o sol nascer pelo menos uma vez por mês, como se fosse uma regra. Que eu aprecie a beleza do sol indo dormir, também. E mesmo quando os dias forem feios, que eu consiga torna-los maravilhosos pelo simples fato de eles terem passado.
Que eu anseie pelo presente e me preocupe menos com o futuro.
Que seja um ano e tanto, Noel. Eu sei que o senhor tem muito trabalho, mas vai me ajudar, eu sei que vai. Afinal, esse ano fiz coisas incríveis e outras nem tanto assim.
O senhor deve, provavelmente, estar pelo lado mais frio do mundo lendo isso e até rindo, talvez...mas com um coração enorme. Se não for pedir demais, não demora muito não tá?
Bom trabalho!
Que esse ano que vai começar seja doce. Claro, com um toque amargo também, porque muito doce sempre me enjoou. Quero mais gosto de doce de padaria e menos de café com leite requentado pela manhã. Quero mais amor. Eu sei que o senhor quer também, mas como amor não se compra, dê pelo menos um pouco para aqueles que ainda sabem amar, e pros novatos deixa que a vida ensina.
Quero rir até chorar e chorar pra depois vir aquele ataque de riso bobo, como o arco-íris vem depois da tempestade. Aliás, que venham mais tempestades. Desde aquelas que fico com tanto medo que acho que meu cobertor vai me proteger, até aquelas que é gostoso pra dormir ou pra beijar ou pra ler um livro ou só pra molhar mesmo.
Que venham mais amigos. Novos amigos e que eu reconquiste pelo menos um antigo.
Papai noel, se eu fosse o senhor, eu saía por aí distribuindo sorriso pras pessoas. Saía dando pra quem pedisse.
Que no ano que entra, venham mais festas e mais filmes com pipoca. Que eu veja o sol nascer pelo menos uma vez por mês, como se fosse uma regra. Que eu aprecie a beleza do sol indo dormir, também. E mesmo quando os dias forem feios, que eu consiga torna-los maravilhosos pelo simples fato de eles terem passado.
Que eu anseie pelo presente e me preocupe menos com o futuro.
Que seja um ano e tanto, Noel. Eu sei que o senhor tem muito trabalho, mas vai me ajudar, eu sei que vai. Afinal, esse ano fiz coisas incríveis e outras nem tanto assim.
O senhor deve, provavelmente, estar pelo lado mais frio do mundo lendo isso e até rindo, talvez...mas com um coração enorme. Se não for pedir demais, não demora muito não tá?
Bom trabalho!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Alô sem jeito
Foi a hora que enchi o peito de ar e o coração de coragem pra atender o telefone que tocava e te falar tudo o que eu precisava, logo.
Levantei da cama depressa e fui lentamente em direção a aquele telefone que a cada toque fazia meu coração acelerar de ansiedade pra ouvir sua voz.
Disse aquele alô que no timbre misturava felicidade com receio, e logo depois como se o tempo fosse contado, ouvi aquela voz simpática da moça do telemarketing querendo me vender tv a cabo. Minha frustração foi tanta que quase me ofereci pra sair ligando pros outros vendendo meu coração, também.
Levantei da cama depressa e fui lentamente em direção a aquele telefone que a cada toque fazia meu coração acelerar de ansiedade pra ouvir sua voz.
Disse aquele alô que no timbre misturava felicidade com receio, e logo depois como se o tempo fosse contado, ouvi aquela voz simpática da moça do telemarketing querendo me vender tv a cabo. Minha frustração foi tanta que quase me ofereci pra sair ligando pros outros vendendo meu coração, também.
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