Eaí?
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Aqueles dois
Era ele e ela. Eles se amavam. Todos desconfiavam, mas ninguém sabia. Eles sabiam, mas quase não se conheciam. Não se conheciam de tocar e pegar, mas se conheciam da maneira mais estranha e que era mais perceptível aquele quase romance: se conheciam de sentir, de saber tudo sobre o outro e de estar um com o outro, mesmo não estando.
Era um quase romance porque faltava aquele "estar", toda aquela conquista que ela queria antes do beijo. Aquela relação era cheia de nada, cheia de vazio. Cheia de esperança, de sorriso calado, de amor mal começado e cheia de conhecimento alheio. Aquele entra e sai do msn, sobe e desce de janelinha era uma conversa, ainda que faltassem palavras pra preenche-la. Era aquele "que bom que você está aqui" sem ser dito.Era uma relação que ninguém sabia, nem eles. Era como um segredo. Segredo gostoso, segredo daqueles que a gente quer contar pra o mundo inteiro mesmo sem ter o que contar.
Ele queria a presença...dela. Ela queria o carinho...dele. Quem eram eles? Sabe que nem eles sabiam. Eles se amaram distante até quando o sentir já não era suficiente, era preciso o toque, o desejo...o cheiro bom que o outro tinha. Aquele era o dia. Foi quando aquela coisa brega de "as metades da laranja" se encontraram. Eles se gostaram. Se gostaram como já estavam gostando há um tempão.
É...o quase romance se tornou uma história quase concreta, sem precisar de uma explicação. Eles até queriam explicar, talvez até se explicar. Mas eles não iam entender, ninguém ia entender, eles iam se desintender, então..pra que explicar?
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Quem é que é a gente?
E a gente que fica esperando feito criança por aquilo que nem ao certo sabemos o que é? E a gente que acha que a saudade mata mas na verdade quem mata somos nós mesmo? E a gente que tem carinho demais por umas pessoas e ódio por aquelas que nem sequer conhecemos? E a gente que gosta um tantão de lembrar da nossa infância como se fosse ontem? E a gente que fica tão bobo relembrando e repassando na nossa cabeça como aqueles dias eram bons? E a gente que espera o primeiro dia de aula como se fossemos estudar mais no semestre que entra? E a gente que espera as férias feito louco pra no finzinho enjoar dela? E a gente que é tão hipócrita que se comove todo com um vídeo, mas com a situação do mundo ninguém liga? E a gente que tem um medo enorme de perder um grande amor, ou um novo amor, ou de ter alguém pra chamar de meu amor? E a gente que mesmo estando vivo tem medo da morte? E a gente que fala muito da boca pra fora mas dentro do coração ta calminho, tranquilo, em paz, e sozinho? E a gente que nem sabia a diferença entre o agente e a gente? E a gente que acha que é gente mas as vezes parece que não é nada?
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Mas não se irrite
Pra que, minha gente? Me diz, pra que se irritar? É chato, não faz bem pra saúde e muito menos pra quem convive com você. Se alegra e deixa todo mundo pegar essa alegria, deixa.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
O passado velho
Aquele passado que você acha sujo, chato, vazio e sem absolutamente nada de valor. Ou nem tanto..ou o passado que você olha pra tras e sente saudade, saudade boa, sente carinho, afeto e não quer esquecer nunca. É sempre bom voltar aos abraços antigos, risadas, lugares. Ou ver aquelas fotos que você olha e tem vergonha de si mesmo, tem vergonha mas não ta nem aí de sair mostrando.
Esse é o passado bom. Não digo o passado, necessariamente, de anos atras, falo também do passado que foi ontem, da semana passada. E quer saber? Qualquer passado é bom. Pode nos condenar, como dizem..mas antes as coisas que nós mesmos fizemos (e aprendemos com isso) nos condenarem, do que as pessoas.
Tem saudade que a gente nem quer sentir, mas sente..e quer saber? Sinto, mesmo não querendo. E sinto sem a menor culpa. Quem foi que disse que só as coisas boas tem que ser lembradas? Nada disso. O que ficou pra tras ta la pra ser lembrado. Pode ser esquecido, e se foi esquecido, tenha certeza que você não se importava de verdade. É bom esquecer de algumas coisas, atualizar a mente.
Sei la o que você pensa sobre o passado, só sei que me dá uma nostalgia enorme toda vez que paro pra ver videos, fotos, músicas. Sou apaixonada pelo meu passado, sou mesmo.
Quando eu for velhinha e tiver meus noventa e poucos nas costas, quero estar com meus amigos que conheço desde criança, os poucos e bons que restarem da minha época de escola, faculdade e trabalho, e com os que ainda vou conhecer. Quero ver das coisas malucas que eu vou lembrar e das maravilhosas que vou esquecer.
É...o passado ta logo ai, batendo na porta. E não é que as vezes ele é uma boa visita?
Esse é o passado bom. Não digo o passado, necessariamente, de anos atras, falo também do passado que foi ontem, da semana passada. E quer saber? Qualquer passado é bom. Pode nos condenar, como dizem..mas antes as coisas que nós mesmos fizemos (e aprendemos com isso) nos condenarem, do que as pessoas.
Tem saudade que a gente nem quer sentir, mas sente..e quer saber? Sinto, mesmo não querendo. E sinto sem a menor culpa. Quem foi que disse que só as coisas boas tem que ser lembradas? Nada disso. O que ficou pra tras ta la pra ser lembrado. Pode ser esquecido, e se foi esquecido, tenha certeza que você não se importava de verdade. É bom esquecer de algumas coisas, atualizar a mente.
Sei la o que você pensa sobre o passado, só sei que me dá uma nostalgia enorme toda vez que paro pra ver videos, fotos, músicas. Sou apaixonada pelo meu passado, sou mesmo.
Quando eu for velhinha e tiver meus noventa e poucos nas costas, quero estar com meus amigos que conheço desde criança, os poucos e bons que restarem da minha época de escola, faculdade e trabalho, e com os que ainda vou conhecer. Quero ver das coisas malucas que eu vou lembrar e das maravilhosas que vou esquecer.
É...o passado ta logo ai, batendo na porta. E não é que as vezes ele é uma boa visita?
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Vai valer a pena, veja
E de repente, ela se pega pensando em milhões de coisas, as mesmas milhões coisas de sempre, de sempre quando a mente fica vazia.
Ela se vê quando criança, onde o mais importante era ter uma boneca pra cuidar e fingir de sua filha.
Ela se vê na quarta série, onde tirava ótimas notas e sua maior dificuldade era entender as terríveis frações que a matemática insistia em propor (e que até hoje ainda a confundem).
Aí ela já se lembra do primeiro amor...que delícia! Achava que aquele era o garoto com quem ela ia casar, ter seus filhos e já até sabia os respectivos nomes. Ela gostava tanto tanto dele, que até dividia esse amor com as amigas e não tinha aquela coisa chata de ciumes. Ela não conhecia o ciumes...ainda. Vieram depois as lembranças do segundo, terceiro e quarto amor...que na verdade, nem eram amor, era apenas a vontade de gostar. E ela gostava.
Quando ela pensa no presente, percebe que apesar de tudo no passado ter sido mais fácil, hoje era tudo mais gostoso. Ela sofria, chorava, sorria, cantava no banheiro, tinha a tal da tpm, mudava de opinião e mudava de novo, tinha poucos amigos, mas que era o suficiente pra ela ser feliz.
Ô menina que gostava das pessoas, que gostava de gente e que a gente gostava dela, e muito. Menina alegre com uma pitada de tristeza, extrovertida e um pouco chatinha, tão chatinha que todo mundo queria chegar mais perto.
Sim, ela era feliz...eu lembro. Mesmo com seus altos e baixos naquela vidinha que muitos não viam a menor graça. E o mais engraçado é que a graça toda ela depositava em si mesma e não fazia a menor questão de sair pro mundo mostrando isso. Ser feliz pra ela mesma bastava. As vezes parecia inútil, fúti, mas quem é que não é um pouco disso as vezes? Era fraca também, mas sabia se fingir de forte e quase conseguia acreditar que ela realmente era.
Hoje em dia, não consigo me descrever como nas linhas anteriores, mas de uma coisa eu tenho certeza: de tanto sofrer, sorrir, ser pisada e pisar um pouco também, virei uma mulher forte - ou quase mulher, mas ainda com vestígios de menina.
E veja, vale a pena. Vale a pena sofrer - não me chame de louca. Aprenda que a vida feita só de alegrias não existe, e se existir, é uma meia-vida. A alegria cura a trsiteza que depois vira uma alegria que vai criar uma tristeza que depois vai ser amenizada por uma alegria, e assim é um ciclo quase que natural.
Aprenda que a vida vivida de acordo com nós mesmos é mais gostosa. E se não conseguir aprender sozinho, tenha certeza que em alguma parte dessa sua grande vida, vai ter alguém disposto a te ensinar, e você vai querer aprender. E então, finalmente, essa pessoa vai ser aquela com quem você vai querer aprender a ser velhinho junto.
E veja, vai valer a pena.
Ela se vê quando criança, onde o mais importante era ter uma boneca pra cuidar e fingir de sua filha.
Ela se vê na quarta série, onde tirava ótimas notas e sua maior dificuldade era entender as terríveis frações que a matemática insistia em propor (e que até hoje ainda a confundem).
Aí ela já se lembra do primeiro amor...que delícia! Achava que aquele era o garoto com quem ela ia casar, ter seus filhos e já até sabia os respectivos nomes. Ela gostava tanto tanto dele, que até dividia esse amor com as amigas e não tinha aquela coisa chata de ciumes. Ela não conhecia o ciumes...ainda. Vieram depois as lembranças do segundo, terceiro e quarto amor...que na verdade, nem eram amor, era apenas a vontade de gostar. E ela gostava.
Quando ela pensa no presente, percebe que apesar de tudo no passado ter sido mais fácil, hoje era tudo mais gostoso. Ela sofria, chorava, sorria, cantava no banheiro, tinha a tal da tpm, mudava de opinião e mudava de novo, tinha poucos amigos, mas que era o suficiente pra ela ser feliz.
Ô menina que gostava das pessoas, que gostava de gente e que a gente gostava dela, e muito. Menina alegre com uma pitada de tristeza, extrovertida e um pouco chatinha, tão chatinha que todo mundo queria chegar mais perto.
Sim, ela era feliz...eu lembro. Mesmo com seus altos e baixos naquela vidinha que muitos não viam a menor graça. E o mais engraçado é que a graça toda ela depositava em si mesma e não fazia a menor questão de sair pro mundo mostrando isso. Ser feliz pra ela mesma bastava. As vezes parecia inútil, fúti, mas quem é que não é um pouco disso as vezes? Era fraca também, mas sabia se fingir de forte e quase conseguia acreditar que ela realmente era.
Hoje em dia, não consigo me descrever como nas linhas anteriores, mas de uma coisa eu tenho certeza: de tanto sofrer, sorrir, ser pisada e pisar um pouco também, virei uma mulher forte - ou quase mulher, mas ainda com vestígios de menina.
E veja, vale a pena. Vale a pena sofrer - não me chame de louca. Aprenda que a vida feita só de alegrias não existe, e se existir, é uma meia-vida. A alegria cura a trsiteza que depois vira uma alegria que vai criar uma tristeza que depois vai ser amenizada por uma alegria, e assim é um ciclo quase que natural.
Aprenda que a vida vivida de acordo com nós mesmos é mais gostosa. E se não conseguir aprender sozinho, tenha certeza que em alguma parte dessa sua grande vida, vai ter alguém disposto a te ensinar, e você vai querer aprender. E então, finalmente, essa pessoa vai ser aquela com quem você vai querer aprender a ser velhinho junto.
E veja, vai valer a pena.
Assinar:
Postagens (Atom)