segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Feliz dia novo!
Amanhã é ano novo e na minha cabeça começam a vir todos os planos e tudo o que eu quero fazer no ano que vem, que começa daqui a 24h.
Por que todo fim de ano a gente acha que pode fazer tudo que não fizemos no ano que passou? Me diz qual é a diferença? Se o calendário não existisse, todo dia seria ano novo. Mas ele é o grande responsável por nos tornarmos tão dependentes dos dias da folhinha. E se apenas o sol e a lua nos mostrasse quando o novo dia esta chegando ou indo embora? Imagina só. Sem essa coisa de chegar perto de natal e ano novo e as pessoas começarem a ser solidárias e amarem os outros. Que elas fossem assim todos os dias.
E é isso que eu desejo pra esse ano: que a cada acordar seja um novo ano. Que o que a gente não fez ontem, a gente faça hoje, como um recomeço diário. Faz bem pra alma e pra consciência.
Que a gente ame os outros não apenas em dias de sol, mas nos dias de chuva, de frio, de trânsito e de caos na cidade. Que a gente seja um exemplo de amor para os outros todos os dias. E que a gente emagreça, faça novas amizades, engorde um pouco, tenha saúde pela gente e por quem não pode ter.
Que a gente celebre um novo ano todos os dias.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Horóscopo
Ele funciona como um empurrão. Há quem leve-o a sério e há quem acredita apenas quando é viável.
Aí você ta folheando a revista e vai chegando no finalzinho e finalmente você abre a folha de Horóscopo. Corre com os olhos procurando o seu (porque somente o seu combina com você, os outros não). Começa a ler e sempre tem escrito algo como "tome cuidado com seus relacionamentos" ou "vênus o direciona para umgrande avanço na sua vida amorosa". E você quer tanto que seja verdade, que ao envez de o horóscopo se encaixar na sua vida atual, você acaba fazendo com que sua vida se encaixe com o que o ele esta dizendo.
E afinal? Quem é que sabe dele? Quem é que sabe o que vai acontecer na minha vida dia após dia? De onde ele vem?
A verdade é que para muitos, o que o horóscopo diz, é verdade quando diz coisas boas a respeito do
seu futuro.
seu futuro.
Mas ai você, por curiosidade, começa a ler o que ele diz sobre os outros signos, mas assim, só por curiosidade mesmo. E quando você vê que aquilo que o outro signo diz não combina com a sua vida atual, começa a ter mais certeza de que talvez aquele negócio funcione. E se tem a ver, você, de certa forma, fica aliviado...afinal, seu signo não é aquele.
Horóscopo é como uma religião e existem três tipos de pessoas: as que acreditam mesmo e o levam total a sério, aqueles que ficam em cima do muro e só acreditam quando ele traz mensagens "do bem", e aquelas que acham que tudo isso é realmente uma babaquice. E se você for um desse, não dê como inútil a lida desse texto. Eu também não acredito, mas ter a cabeça aberta para outras opções é sinal de inteligência.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
15 COISAS QUE MACHUCAM DE VERDADE
1. Cair sabonete dentro do nariz, no banho;
2. Bater o dedinho do pé na quina;
3. Arrancar pelinha do dedo que não é pra arrancar;
4. Prender um fio de cabelo na cadeira;
5. Vontade incondicional de fazer xixi;
6. Morder a língua;
7. Queimar a língua;
8. Bater o nervinho do cotovelo;
9. Sabão no olho;
10. Levar choque na porta do carro;
10. Levar choque na porta do carro;
11. Estar com muito sono e nao poder dormir;
12. Belisco;
13. Prender o dedo na porta;
14. Entrar cisco no olho;
15. Torcer o pé enquanto anda.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Amor em SP
Eu tive a certeza que existe amor SIM em São Paulo em um fim de tarde de outubro.
Era em torno das 18h, a cidade com um trânsito impossível e com cara de chuva.
Eu sentada no ônibus, na janela, ouvindo uma música qualquer e olhando pro nada. Do outro lado da rua tinha um daqueles limpadores de vidro que quando para no seu carro você só faz um sinal com a mão e diz "hoje não, valeu!". Então, ele olhou pra mim e piscou. Sem ver qualquer tipo de reação da minha parte ele veio em direção a minha janela e não teve duvidas ao desenhar um coração no vidro com seu limpador encharcado de sabão. Desenhou e saiu andando. Como se não esperasse mesmo alguma reação da minha parte. E realmente, não tive reação. Só fiquei olhando o coração ir se desmanchando e secando no vidro no ônibus.
Fiquei parada na mesma posição pensando quantas vezes por dia ele fazia isso e quantas pessoas pararam pra pensar que ele, um limpador de vidro de farol, sem querer nada, sai espalhando um gesto de amor por aí.
Fiquei parada na mesma posição pensando quantas vezes por dia ele fazia isso e quantas pessoas pararam pra pensar que ele, um limpador de vidro de farol, sem querer nada, sai espalhando um gesto de amor por aí.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
O dormir
Antes de começar eu queria deixar bem claro que eu sei que dormir é um verbo. Na minha história ele vai ser o sujeito.
Se o dormir fosse um homem, ele seria aquele que eu sempre sonhei. As mulheres correriam atras e ele seria atencioso, gentil e simpático. Cheiroso e bonito de se ver. Aquele do tipo que toda mulher quer ter. Eu deixaria de dormir por ele. Eu dormiria com ele.
Se o dormir fosse uma mulher, seria sem dúvidas, a mais gostosa de todas. Aquela que passa e todos reparam. Doce e carinhosa. Uma boa amiga, se bobiar. Aquela que ouve seus sonhos e te faz acreditar neles.
O dormir é a hora do dia que todos - ou pelo menos grande parte da população que é lúcida - esperam chegar. É a hora gostosa, que as preocupações dormem em um canto, os problemas em outro, os amores em outro - esse dorme num canto mais perto - e você...você dorme com você mesmo.
Se o dormir fosse uma pessoa, ela seria aquela que quando você acorda e olha pro lado, a vê e deseja ficar o dia inteiro lá, sem fazer absolutamente nada a não ser...dormiZzzZzZzZzz...
Se o dormir fosse um homem, ele seria aquele que eu sempre sonhei. As mulheres correriam atras e ele seria atencioso, gentil e simpático. Cheiroso e bonito de se ver. Aquele do tipo que toda mulher quer ter. Eu deixaria de dormir por ele. Eu dormiria com ele.
Se o dormir fosse uma mulher, seria sem dúvidas, a mais gostosa de todas. Aquela que passa e todos reparam. Doce e carinhosa. Uma boa amiga, se bobiar. Aquela que ouve seus sonhos e te faz acreditar neles.
O dormir é a hora do dia que todos - ou pelo menos grande parte da população que é lúcida - esperam chegar. É a hora gostosa, que as preocupações dormem em um canto, os problemas em outro, os amores em outro - esse dorme num canto mais perto - e você...você dorme com você mesmo.
Se o dormir fosse uma pessoa, ela seria aquela que quando você acorda e olha pro lado, a vê e deseja ficar o dia inteiro lá, sem fazer absolutamente nada a não ser...dormiZzzZzZzZzz...
domingo, 16 de setembro de 2012
Nova programação
Parece que a gente já nasce programado. Ou não. Ou é a gente mesmo que, sem perceber, vai se programando conforme tentam mostrar o que é certo ou bonito.
Que sociedade é essa que parece que mais gosta de ser mandado do que mandar? Ta errado.
Já começa na infância, mais ou menos aos 4 anos, onde o certo é a menina ter uma boneca e o menino um carrinho. Por que é que um menino não pode ter uma boneca também? Ou a menina gostar de carrinho? Aí você me diz: "Mas não, meu filho nunca gostou de boneca, ele é macho igual ao pai." E que tipo de macho é esse que ainda tem a ideia de que boneca é só pra menina? Em qual manual ta escrito que se um menino gostar de boneca ele vai ser gay? Do jeito que as coisas andam, é capaz da menina querer ganhar um carrinho e brincar mais do que o menino.
É o pré-conceito. Que muitos dizem não ter, mas que em pequenos gestos, tem. E o pior, inconscientemente.
E é aí que ta, o inconsciente. Você cresce com uma cabeça, e quanto mais cresce, mais aí dentro da cachola parece diminuir a inteligência. Inteligente ultrapassa muito mais do que uma nota boa. É questão de ser inteligente de cabeça e de caráter.
E o ser humano é assim. Sorte daqueles alguns que conseguem ver além do óbvio. Ver que antes de um corpo, cada um tem uma alma. E é nela que você deve colocar toda a forma de você. Ser igual aos que convive é facil, eu quero ver é ser diferente e, de fato, fazer a diferença.
O que o mundo precisa é de mais gente que prefira fazer por si mesmo ao envés de mandar. Gente que queira amar pelo recheio e não pela embalagem. Gente que tenha medo de ser igual a todo mundo. Gente que cuspa tudo o que sente e não tenha vergonha de ser quem é, mesmo quando a televisão vai te mostrar o contrário. Gente que veja a programação pra acrescentar e não pra ser programado. Gente que goste de gente.
domingo, 2 de setembro de 2012
Egoísmo irônico
Cheguei a conclusão que nós somos um bando de egoístas. E sim, me incluo nisso.
Estava no escuro do meu quarto esperando o sono chegar e ouvindo a garoa. Quis logo que caísse uma chuva danada, pra que eu pudesse dormir melhor. E olha só que irônico, eu mesma tenho medo de chuva - aquele medo bobo de infância que todo mundo tem e depois que cresce passa. O meu não passou. Ou eu não cresci, tanto faz.
Segundos depois eu quis que a chuva não fosse tão forte quanto eu tinha pensado, porque me lembrei que tem muita gente que mora em barranco ou que fazem da rua a sua casa.
Eu quis uma chuvinha, só pra poder ter o luxo de dormir ouvindo aquele barulhinho gostoso que ela faz. Desde que eu não sentisse a chuva, ela não me atrapalharia. Depois fiquei com peso na consciência novamente, porque do mesmo jeito que uma chuva forte pode atrapalhar muita gente, o meu luxo também pode.
Quem mora na rua não quer ter um som pra poder dormir. As vezes o que eles só querem é ter um motivo pra querer acordar.
E vê se pode, eu aqui no conforto da minha cama, pedindo uma chuva por puro egoísmo.
Estava no escuro do meu quarto esperando o sono chegar e ouvindo a garoa. Quis logo que caísse uma chuva danada, pra que eu pudesse dormir melhor. E olha só que irônico, eu mesma tenho medo de chuva - aquele medo bobo de infância que todo mundo tem e depois que cresce passa. O meu não passou. Ou eu não cresci, tanto faz.
Segundos depois eu quis que a chuva não fosse tão forte quanto eu tinha pensado, porque me lembrei que tem muita gente que mora em barranco ou que fazem da rua a sua casa.
Eu quis uma chuvinha, só pra poder ter o luxo de dormir ouvindo aquele barulhinho gostoso que ela faz. Desde que eu não sentisse a chuva, ela não me atrapalharia. Depois fiquei com peso na consciência novamente, porque do mesmo jeito que uma chuva forte pode atrapalhar muita gente, o meu luxo também pode.
Quem mora na rua não quer ter um som pra poder dormir. As vezes o que eles só querem é ter um motivo pra querer acordar.
E vê se pode, eu aqui no conforto da minha cama, pedindo uma chuva por puro egoísmo.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
História de metrô
Adoro estar no metrô e ver tanta gente dentro de sua respectiva bolha, ouvindo sua musica alta, lendo seu livro ou só observando os outros, assim como eu.
Adoro pensar que cada uma daquelas pessoas tem uma história de vida, e que ao mesmo tempo que uma pode estar triste, a outra pode estar soltando fogos por dentro.
Eu quero um dia sentar numa estação de metrô, só com um banquinho e a minha paciência. Com uma placa "Ouço histórias" e esperar qualquer um vir começar a contar.
Observar pessoas é o que de mais legal eu faço quando ta tudo chato. Ja tentou? Ver como a menina sorri lendo a provável mensagem de um garoto qualquer. Ver como a mãe liga no fim de tarde pro filho falando que já esta voltando pra casa ou ver como o menino vai todo se achando malandro pra escola, mas mal tem barba na cara.
E mesmo eu conseguindo ver esses pequenos detalhes nas pessoas, eu queria mesmo é ouvir as milhares de histórias que passam pelo metrô todo dia. E se cruzam como se o outro não importasse. De fato, não importa. Mas eu to disposta a me importar.
terça-feira, 17 de julho de 2012
São Paulo ao contrário.
Eu entendo que é da natureza ter as quatro estações, mas pô, parece que em São Paulo não tem isso não. É chuva no verão, calor no inverno, frio na primavera. É tudo invertido.
É a cidade em que você tem que sair de casa preparado pro que der e vier: tsunami, deserto do saara, vulcão, terremoto ou qualquer outro fenômeno.
Esse frio tá de sacanagem acho. Não só o frio né, porque você vai andando pela cidade e um termometro mostra 7 graus, outro mostra 11 e outro a 200 metros mostra 47.
O frio dói, da carência e favorece meu sedentarismo. Da vontade de comer e dormir o dia inteiro, mesmo isso sendo a ultima coisa que você realmente pode fazer.
Por isso que eu sempre digo que amo o verão. Na verdade, amo o calor e o sol, porque não ta dando pra confiar muito nessas estações.
Se essa São Paulo fosse minha eu colocava uma ordem nesse tempo doido e mandava ladrilhar com pedrinhas de brilhante para o meu amor passar.
É a cidade em que você tem que sair de casa preparado pro que der e vier: tsunami, deserto do saara, vulcão, terremoto ou qualquer outro fenômeno.
Esse frio tá de sacanagem acho. Não só o frio né, porque você vai andando pela cidade e um termometro mostra 7 graus, outro mostra 11 e outro a 200 metros mostra 47.
O frio dói, da carência e favorece meu sedentarismo. Da vontade de comer e dormir o dia inteiro, mesmo isso sendo a ultima coisa que você realmente pode fazer.
Por isso que eu sempre digo que amo o verão. Na verdade, amo o calor e o sol, porque não ta dando pra confiar muito nessas estações.
Se essa São Paulo fosse minha eu colocava uma ordem nesse tempo doido e mandava ladrilhar com pedrinhas de brilhante para o meu amor passar.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Decepção por opção
Decepção não mata, mas machuca. E a culpa de tudo isso é minha mesmo, que coloco muita expectativa nas coisas mais mínimas que existem.
É o que eu sempre pensei - pensei, mas quase nunca consegui colocar em prática -: quanto menor a expectativa, menor a decepção. Ou seja, quanto mais alto você subir, maior a chance de a queda machucar. Já coloquei expectativa em muita coisa que não valia nem metade do que eu realmente esperava. Na nota que eu ia tirar na prova, no presente que eu ia ganhar de Natal ou do elogio que minha mãe ia fazer quando eu cortasse o cabelo, e o pior: esperei muito das pessoas. Esperei muito de gente que era quase nada. E esperar uma hora cansa. Ou dói.
Preguiça de gente que não sabe dar valor pro sentimento alheio. Egoísmo...é isso que é. Preguiça de gente que é preguiçosa demais pra enxergar além do próprio umbigo.
Um desejo: menos decepção e mais expectativa. Mais expectativas alcançadas e menos quedas doídas, pra mim. Pra nós.
É o que eu sempre pensei - pensei, mas quase nunca consegui colocar em prática -: quanto menor a expectativa, menor a decepção. Ou seja, quanto mais alto você subir, maior a chance de a queda machucar. Já coloquei expectativa em muita coisa que não valia nem metade do que eu realmente esperava. Na nota que eu ia tirar na prova, no presente que eu ia ganhar de Natal ou do elogio que minha mãe ia fazer quando eu cortasse o cabelo, e o pior: esperei muito das pessoas. Esperei muito de gente que era quase nada. E esperar uma hora cansa. Ou dói.
Preguiça de gente que não sabe dar valor pro sentimento alheio. Egoísmo...é isso que é. Preguiça de gente que é preguiçosa demais pra enxergar além do próprio umbigo.
Um desejo: menos decepção e mais expectativa. Mais expectativas alcançadas e menos quedas doídas, pra mim. Pra nós.
domingo, 13 de maio de 2012
Ser mãe
Dizer que a minha mãe é a melhor do mundo é clichê, eu sei. Mas é o clichê mais óbvio do mundo.
Pô, que trabalho mais difícil.
É a perda do sono tranquilo, a expectativa de ver os primeiros passos e de ouvir um primeiro "mamãe"...é a frustração de as vezes ter que ouvir primeiro "papai". É se preocupar de segunda a segunda sem direito de descanso. É nunca estar de férias mesmo tendo isso todo ano. É ter que brigar com a pessoa que você mais ama no mundo e fazer ela entender que é só pelo bem dela.
É a alegria de ver a pessoa que cresceu primeiro dentro de você, crescendo fora agora. É crescer junto mesmo já sabendo de tudo...ou quase tudo. É aprender com quem você ensina diariamente. É escolher cuidar mesmo sabendo que o médico já faz isso. É trocar a noite pelo dia e o dia pela noite sem que isso fizesse muita diferença. É gastar dinheiro com o maior prazer. É gastar muito dinheiro por obrigação. É saber que tem alguém, que mais do que ninguém, é sangue do seu sangue.
É ter um amor incondicional que só quem é mãe entende. É ter o orgulho de ter um dia do ano somente dedicado ao trabalho mais árduo e maravilhoso do mundo: ser mãe.
Pô, que trabalho mais difícil.
É a perda do sono tranquilo, a expectativa de ver os primeiros passos e de ouvir um primeiro "mamãe"...é a frustração de as vezes ter que ouvir primeiro "papai". É se preocupar de segunda a segunda sem direito de descanso. É nunca estar de férias mesmo tendo isso todo ano. É ter que brigar com a pessoa que você mais ama no mundo e fazer ela entender que é só pelo bem dela.
É a alegria de ver a pessoa que cresceu primeiro dentro de você, crescendo fora agora. É crescer junto mesmo já sabendo de tudo...ou quase tudo. É aprender com quem você ensina diariamente. É escolher cuidar mesmo sabendo que o médico já faz isso. É trocar a noite pelo dia e o dia pela noite sem que isso fizesse muita diferença. É gastar dinheiro com o maior prazer. É gastar muito dinheiro por obrigação. É saber que tem alguém, que mais do que ninguém, é sangue do seu sangue.
É ter um amor incondicional que só quem é mãe entende. É ter o orgulho de ter um dia do ano somente dedicado ao trabalho mais árduo e maravilhoso do mundo: ser mãe.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Inacabado
Era um dia. Um dia de chuva, em que a moça do cabelo ruivo só queria entrar num táxi e chegar na sua casa. Na casa que ela morava sozinha...mais ou menos sozinha, porque tinha o gato cinza que a fazia companhia.
Era um dia. E por pura coincidência, era o mesmo dia chuvoso das linhas acima. O rapaz de camisa branca só queria pegar um táxi e ir vistar sua mãe doente no hospital.
Havia um táxi, uma avenida cheia de trânsito e chuva. Muita chuva. Tinham duas pessoas com o mesmo objetivo de pegar um táxi, mas para destinos diferentes. Apareceu o táxi no meio daquela chuva e da história do rapaz da camisa branca e a moça do cabelo ruivo.
O resto da história eu deixo pra vocês concluírem. Os que estiverem tristes, eu deixo dar um fim trágico. E para os que estiverem alegres e apaixonados, sintam-se a vontade para transformar o "Era um dia" em "Era uma vez".
Era um dia. E por pura coincidência, era o mesmo dia chuvoso das linhas acima. O rapaz de camisa branca só queria pegar um táxi e ir vistar sua mãe doente no hospital.
Havia um táxi, uma avenida cheia de trânsito e chuva. Muita chuva. Tinham duas pessoas com o mesmo objetivo de pegar um táxi, mas para destinos diferentes. Apareceu o táxi no meio daquela chuva e da história do rapaz da camisa branca e a moça do cabelo ruivo.
O resto da história eu deixo pra vocês concluírem. Os que estiverem tristes, eu deixo dar um fim trágico. E para os que estiverem alegres e apaixonados, sintam-se a vontade para transformar o "Era um dia" em "Era uma vez".
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Amor demais é demais.
Amo amar meus amigos. Odeio amar demais as pessoas.
Eu e essa minha mania de criar um sentimento gigante sobre as pessoas que são pequenas demais pra suportar: pequenas na mente e no coração. Pô, tá tão difícil amar hoje em dia...e eu que tenho de sobra ninguém leva a sério. Essa minha mania de abrir meu mostruário de sentimentos pra qualquer um que me der mais de cinco minutos de conversa, e depois perceber que a minoria dessas pessoas estavam de fato preocupadas comigo e que a maioria eram apenas curiosos.
Queria saber de onde o Criolo tirou que "não tem amor em sp". Com não tem? Tem sim senhor, e tem muito. É tão fácil ver o amor. E nem sempre é necessário os olhos pra enxergar. O cão-guia que acompanha seu dono em todos os lugares, o moço que dá uma moeda pra moça com um nenem pedindo dinheiro na rua, essa moça cuidando da sua criança, o motorista que parou no sinal verde pra deixar o estudante atrasado correr pra pegar o ônibus...isso tudo é amor. Tem gente precisando entender que amor não é aquilo que o casal sente um pelo outro. Aliás, se você pensa que amor é só isso, queria te dizer que você se enganou...isso é egoísmo.
A gente foi feito de amor, literalmente. E de amor temos que viver. Amar muito é gostoso, mas nem sempre é alegre. Quando você começar a reparar o quanto de não-amor as pessoas tem, aí sim você vai entender o começo desse texto. Mas não mude. Não mude porque amor faz bem, FAZ BEM.
Eu e essa minha mania de criar um sentimento gigante sobre as pessoas que são pequenas demais pra suportar: pequenas na mente e no coração. Pô, tá tão difícil amar hoje em dia...e eu que tenho de sobra ninguém leva a sério. Essa minha mania de abrir meu mostruário de sentimentos pra qualquer um que me der mais de cinco minutos de conversa, e depois perceber que a minoria dessas pessoas estavam de fato preocupadas comigo e que a maioria eram apenas curiosos.
Queria saber de onde o Criolo tirou que "não tem amor em sp". Com não tem? Tem sim senhor, e tem muito. É tão fácil ver o amor. E nem sempre é necessário os olhos pra enxergar. O cão-guia que acompanha seu dono em todos os lugares, o moço que dá uma moeda pra moça com um nenem pedindo dinheiro na rua, essa moça cuidando da sua criança, o motorista que parou no sinal verde pra deixar o estudante atrasado correr pra pegar o ônibus...isso tudo é amor. Tem gente precisando entender que amor não é aquilo que o casal sente um pelo outro. Aliás, se você pensa que amor é só isso, queria te dizer que você se enganou...isso é egoísmo.
A gente foi feito de amor, literalmente. E de amor temos que viver. Amar muito é gostoso, mas nem sempre é alegre. Quando você começar a reparar o quanto de não-amor as pessoas tem, aí sim você vai entender o começo desse texto. Mas não mude. Não mude porque amor faz bem, FAZ BEM.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Ela e a lágrima
O gosto que ela não esquecia era o da lágrima. Aliás, esse é um dos que ninguém esquece.
Um sabor doce misturado com amargo. Que independente do motivo de ela cair, o gosto era o mesmo.
Nas vezes que ela chorava de alegria, era um dos melhores gostos que ela experimentava. Quando o motivo das lágrimas era a tristeza, ela também gostava de sentir aquele gosto, afinal no meio daquele turbilhão de sentimentos ruins, o gosto do choro era o melhor...ou o menos pior.
Mesmo quando estava no banho e tentava esconder o choro em meio aquela agua que nela caía, o gosto da lágrima quando chegava até a boca dela, era inevitável.
E mais uma vez ela se sentia triste por sentir-se sozinha. Veja, sentir-se sozinha. Não que ela estava. E a vontade de chorar vinha, mas ela queria ser forte, se sentir forte, se parecer forte. Era orgulhosa e não queria chorar na frente da menina que parecia ser a mais feliz do mundo: ela mesma.
Engoliu o choro. Sentiu ele subir e descer de novo pro lugar de onde veio. Ouviu uma ou duas músicas alegres e viu algumas fotos que davam saudade...mas uma saudade feliz. Não teve jeito. A menina forte enfraqueceu em questão de segundos. Foi o tempo de correr para o banheiro, fechar a porta, olhar-se no espelho e se fazer companhia enquanto chorava. Via as próprias lágrimas caindo em direção a sua boca e sentia o gosto que ainda não havia definido se era bom ou ruim. Enxergava com os olhos meio embassados ela mesma ficando mais feia.
Era necessário que ela se visse feia chorando assim algumas vezes, como um estímulo. Quem foi que disse que chorar não é bom? Ela aprendeu que chorar era uma forma de desabafo consigo mesma e de alívio.
Foi chorando que ela aprendeu a ser mais forte. Forte mas não de pedra. Ela se aturava, se consolava e se amava. Isso bastava - quase sempre.
Um sabor doce misturado com amargo. Que independente do motivo de ela cair, o gosto era o mesmo.
Nas vezes que ela chorava de alegria, era um dos melhores gostos que ela experimentava. Quando o motivo das lágrimas era a tristeza, ela também gostava de sentir aquele gosto, afinal no meio daquele turbilhão de sentimentos ruins, o gosto do choro era o melhor...ou o menos pior.
Mesmo quando estava no banho e tentava esconder o choro em meio aquela agua que nela caía, o gosto da lágrima quando chegava até a boca dela, era inevitável.
E mais uma vez ela se sentia triste por sentir-se sozinha. Veja, sentir-se sozinha. Não que ela estava. E a vontade de chorar vinha, mas ela queria ser forte, se sentir forte, se parecer forte. Era orgulhosa e não queria chorar na frente da menina que parecia ser a mais feliz do mundo: ela mesma.
Engoliu o choro. Sentiu ele subir e descer de novo pro lugar de onde veio. Ouviu uma ou duas músicas alegres e viu algumas fotos que davam saudade...mas uma saudade feliz. Não teve jeito. A menina forte enfraqueceu em questão de segundos. Foi o tempo de correr para o banheiro, fechar a porta, olhar-se no espelho e se fazer companhia enquanto chorava. Via as próprias lágrimas caindo em direção a sua boca e sentia o gosto que ainda não havia definido se era bom ou ruim. Enxergava com os olhos meio embassados ela mesma ficando mais feia.
Era necessário que ela se visse feia chorando assim algumas vezes, como um estímulo. Quem foi que disse que chorar não é bom? Ela aprendeu que chorar era uma forma de desabafo consigo mesma e de alívio.
Foi chorando que ela aprendeu a ser mais forte. Forte mas não de pedra. Ela se aturava, se consolava e se amava. Isso bastava - quase sempre.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Carta pra você, amor.
Amor,
Como você tem andado? Está perdido? Precisa de algumas rotas alternativas? Você ta demorando mais do que o combinado. Tudo bem se você acha chique atrasar uns 20 minutinhos, mas pô...esses minutinhos tão se resultando em anos, né?
Você deve ter parado em vários corações por aí perguntando informações sobre onde eu moro, ou achou que ja estava perto, mas não estava. Tipo batata quente né: ta quente, ta quente, ta esquentando, esfriou.
Enquanto você não acerta o caminho de uma vez por todas, eu espero aqui, mas não sentada. Confesso que ja saí procurando por você e acabei fazendo alguns pitstops também, mesmo sabendo que não era você.
É que você ta demorando. E a demora dá carência. A espera dá carência. Então nos dias de frio, por exemplo, eu ponho uma roupa quentinha e vou em busca de um coração que possa me esquentar, enquanto você não chega.
Pode ser que isso não chegue até você, afinal, não sei por onde você anda: se está quente, esquentando, frio ou congelando. Mas eu só queria dizer que eu to aguardando. E quando você chegar, vai ter bolo, café, cafuné, abraço e amasso. Vai ter lugar pra se esquentar e pra se esfriar. Pra gargalhar e chorar.
Cansei de tentar te procurar e só apanhar das pessoas sem sentimentos desse mundão. Já coloquei band-aid e to quase novinho em folha, esperando você chegar.
Amassos,
Coração
Como você tem andado? Está perdido? Precisa de algumas rotas alternativas? Você ta demorando mais do que o combinado. Tudo bem se você acha chique atrasar uns 20 minutinhos, mas pô...esses minutinhos tão se resultando em anos, né?
Você deve ter parado em vários corações por aí perguntando informações sobre onde eu moro, ou achou que ja estava perto, mas não estava. Tipo batata quente né: ta quente, ta quente, ta esquentando, esfriou.
Enquanto você não acerta o caminho de uma vez por todas, eu espero aqui, mas não sentada. Confesso que ja saí procurando por você e acabei fazendo alguns pitstops também, mesmo sabendo que não era você.
É que você ta demorando. E a demora dá carência. A espera dá carência. Então nos dias de frio, por exemplo, eu ponho uma roupa quentinha e vou em busca de um coração que possa me esquentar, enquanto você não chega.
Pode ser que isso não chegue até você, afinal, não sei por onde você anda: se está quente, esquentando, frio ou congelando. Mas eu só queria dizer que eu to aguardando. E quando você chegar, vai ter bolo, café, cafuné, abraço e amasso. Vai ter lugar pra se esquentar e pra se esfriar. Pra gargalhar e chorar.
Cansei de tentar te procurar e só apanhar das pessoas sem sentimentos desse mundão. Já coloquei band-aid e to quase novinho em folha, esperando você chegar.
Amassos,
Coração
quinta-feira, 22 de março de 2012
Preta Imaginária
A menina de pele preta e olhos curiosos quase que se camuflava naquela escuridão imensa do seu quarto. Tinha noite e madrugada. Tinha cobertor e cama. Só faltava o sono. O sono era como o goleiro do time: essencial. E como todo goleiro tem um reserva, o do sono, por sua vez, era a imaginação. Que aliás, o daquela menina era bastante aguçada.
Devia ser por volta de umas 3 da manhã de um outono misturado com verão. Ela, deitada na cama apenas com os olhos descobertos. Tinha o corpo inteiro coberto, mas era por mais medo do escuro do que pelo frio, em si.
Virava pra cá e virava pra lá, esperando o sono que já estava atrasado. Ela virou pro lado e bateu o olho naquela porta do armário. Que coisa mais maluca. Foi ali mesmo que a imaginação daquela preta se acumulou naquela madrugada.
Com um pouco de medo ela queria saber o que podia ter ali dentro. Quantos bichos? Quantos monstros? Quais super-heróis? Quantas pessoas a olhando?
E o que ela viu foi um moço, bonito. Com a aparência de um anjo. E ao envés de medo, o que a menina sentiu foi paz. Uma paz grande e boa. Como se o moço além de olhar pra ela, olhasse por ela. Ela percebeu que não era só imaginação, mas também não queria sair da sua cama para poder tocá-lo. O que ela queria é ficar ali, sentindo aquela paz até pegar no sono...ou o sono pega-la.
E toda noite a preta deixava um pouquinho da mesma porta do guarda-roupas aberta e a olhava fixamente esperando o moço a olhar dormir e trazer aquela paz boa. E ele trazia.
Ela nunca soube muito bem quem era ele, e na verdade, nunca procurou saber. Ele estando lá, bastava. E esteve durante muito tempo. Ele e sua paz.
Devia ser por volta de umas 3 da manhã de um outono misturado com verão. Ela, deitada na cama apenas com os olhos descobertos. Tinha o corpo inteiro coberto, mas era por mais medo do escuro do que pelo frio, em si.
Virava pra cá e virava pra lá, esperando o sono que já estava atrasado. Ela virou pro lado e bateu o olho naquela porta do armário. Que coisa mais maluca. Foi ali mesmo que a imaginação daquela preta se acumulou naquela madrugada.
Com um pouco de medo ela queria saber o que podia ter ali dentro. Quantos bichos? Quantos monstros? Quais super-heróis? Quantas pessoas a olhando?
E o que ela viu foi um moço, bonito. Com a aparência de um anjo. E ao envés de medo, o que a menina sentiu foi paz. Uma paz grande e boa. Como se o moço além de olhar pra ela, olhasse por ela. Ela percebeu que não era só imaginação, mas também não queria sair da sua cama para poder tocá-lo. O que ela queria é ficar ali, sentindo aquela paz até pegar no sono...ou o sono pega-la.
E toda noite a preta deixava um pouquinho da mesma porta do guarda-roupas aberta e a olhava fixamente esperando o moço a olhar dormir e trazer aquela paz boa. E ele trazia.
Ela nunca soube muito bem quem era ele, e na verdade, nunca procurou saber. Ele estando lá, bastava. E esteve durante muito tempo. Ele e sua paz.
quinta-feira, 15 de março de 2012
O amor que não veio.
Teve uma madrugada que eu lembrei da gente. Lembrei dos passos que a gente deu junto até chegar ao fim. De como a gente jurou o pra sempre, até que ele acabou.
Éramos dois idiotas completamente felizes, mesmo quando o resto do mundo não acreditava em nós. Tudo bem, a gente acreditava.
Lembrei dos dias de sol a pino, quando mesmo aquele calor que ora incomodava, ora ardia, nos fazia enxergar um céu mais bonito. Quando um banho de mangueira na garagem fresca da sua casa era o suficiente pra matar nosso calor de amor.
E que mesmo nas estações mais frias, e as nem tanto assim, a gente arrumava um aconchego pro nosso carinho. Era de debaixo da coberta, perto de uma fogueira feita por nós mesmos, dentro de um abraço ou apenas embaixo da lua mesmo. A lua era uma das nossas paisagens preferidas, e a vendo quando eu estava dentro dos teus braços ficava mais bonita.
Quando você estava feliz, eu estava por você também. E quando você estava triste, eu te fazia sorrir. Por vezes, eu fiquei triste quando você estava, mas depois de algumas lágrimas, percebi que era mais facil tirar um sorriso seu do que me embalar na sua tristeza.
A gente admirava as crianças no parque ou nos restaurantes e planejava a nossa. Já sabiamos o nome, a cor dos olhos, do que ela ia ou não gostar. A gente já sabia até onde iriamos morar e pra onde iriamos quando - por algumas horas - um enjoasse do outro.
A gente era tão criança naquele tempo...mas não importava, porque o futuro já tinhamos planejado.
Eu me imaginei velhinha ao teu lado, numa casa em um lugarzinho tranquilo qualquer, acordando cedinho e te fazendo um café...te fazendo cafuné. Eu lembrei que a gente levava nossos netos pra escola e depois passava o dia a toa, numa boa, eu com você e você comigo. Como se ainda fossemos crianças. Você me bastava.
Por fim, acabei lembrando que te esperei por tanto tempo e, na verdade, você nunca me apareceu. E que durante muito tempo eu desenhei e escrevi a nossa história, sem ao menos saber quem era você.
Éramos dois idiotas completamente felizes, mesmo quando o resto do mundo não acreditava em nós. Tudo bem, a gente acreditava.
Lembrei dos dias de sol a pino, quando mesmo aquele calor que ora incomodava, ora ardia, nos fazia enxergar um céu mais bonito. Quando um banho de mangueira na garagem fresca da sua casa era o suficiente pra matar nosso calor de amor.
E que mesmo nas estações mais frias, e as nem tanto assim, a gente arrumava um aconchego pro nosso carinho. Era de debaixo da coberta, perto de uma fogueira feita por nós mesmos, dentro de um abraço ou apenas embaixo da lua mesmo. A lua era uma das nossas paisagens preferidas, e a vendo quando eu estava dentro dos teus braços ficava mais bonita.
Quando você estava feliz, eu estava por você também. E quando você estava triste, eu te fazia sorrir. Por vezes, eu fiquei triste quando você estava, mas depois de algumas lágrimas, percebi que era mais facil tirar um sorriso seu do que me embalar na sua tristeza.
A gente admirava as crianças no parque ou nos restaurantes e planejava a nossa. Já sabiamos o nome, a cor dos olhos, do que ela ia ou não gostar. A gente já sabia até onde iriamos morar e pra onde iriamos quando - por algumas horas - um enjoasse do outro.
A gente era tão criança naquele tempo...mas não importava, porque o futuro já tinhamos planejado.
Eu me imaginei velhinha ao teu lado, numa casa em um lugarzinho tranquilo qualquer, acordando cedinho e te fazendo um café...te fazendo cafuné. Eu lembrei que a gente levava nossos netos pra escola e depois passava o dia a toa, numa boa, eu com você e você comigo. Como se ainda fossemos crianças. Você me bastava.
Por fim, acabei lembrando que te esperei por tanto tempo e, na verdade, você nunca me apareceu. E que durante muito tempo eu desenhei e escrevi a nossa história, sem ao menos saber quem era você.
terça-feira, 6 de março de 2012
Em exagero
Comecei a acreditar naquela coisa de que tudo em exagero faz mal. Faz mesmo...quase tudo.
Tomar yakult demais faz mal pro organismo. Tomar fora demais faz mal pro ego.
Muita bebida faz mal pra memória.
Amar demais pode doer. Desamor demais é fatal.
Verdade demais machuca. Mentira demais destrói. Egocentrismo demais acaba.
Assistir muita televisão faz você parar de pensar por si só. Acreditar demais na mídia, também.
Acreditar muito nos outros pode fazer mal pra sua cabeça. Não acreditar em ninguém te deixa desconfiado.
Trabalhar demais desgasta. Não trabalhar leva ao ócio.
Gritar demais faz mal pra garganta. Não gritar faz mal pra nossa raiva.
Ter muitos amigos é confuso. Não ter nenhum é triste.
Ser criança demais é infantil. Ser grande demais é dificil.
O que eu te digo com toda certeza que não faz mal em exagero é viver. Viver! Porque se a gente não viver tudo, ninguém vai viver pela gente. Viva, e viva muito. Viva com exagero, viva na sua, viva na vida do outro, seja parte da vida de outro. Viva na miúda, viva para ser aplaudido. Viva pra você, viva pra ninguém. Viva pra todos.
Viva e erre. Viva e acerte. Acerte de novo.
Tomar yakult demais faz mal pro organismo. Tomar fora demais faz mal pro ego.
Muita bebida faz mal pra memória.
Amar demais pode doer. Desamor demais é fatal.
Verdade demais machuca. Mentira demais destrói. Egocentrismo demais acaba.
Assistir muita televisão faz você parar de pensar por si só. Acreditar demais na mídia, também.
Acreditar muito nos outros pode fazer mal pra sua cabeça. Não acreditar em ninguém te deixa desconfiado.
Trabalhar demais desgasta. Não trabalhar leva ao ócio.
Gritar demais faz mal pra garganta. Não gritar faz mal pra nossa raiva.
Ter muitos amigos é confuso. Não ter nenhum é triste.
Ser criança demais é infantil. Ser grande demais é dificil.
O que eu te digo com toda certeza que não faz mal em exagero é viver. Viver! Porque se a gente não viver tudo, ninguém vai viver pela gente. Viva, e viva muito. Viva com exagero, viva na sua, viva na vida do outro, seja parte da vida de outro. Viva na miúda, viva para ser aplaudido. Viva pra você, viva pra ninguém. Viva pra todos.
Viva e erre. Viva e acerte. Acerte de novo.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Vaso sanitário
Quem é que não curte ficar sentado no trono vendo a vida passar na cabeça, tentando achar solução pros problemas grandes e pequenos ou só fazendo força mesmo?
Ô momento gostoso. De reflexão.
É o tempo de você sentar e pronto...sua cabeça vai a mil pensando os pensamentos mais inuteis e também os mais necessários.
Quem nunca pegou um livro pra ler sentado na privada? Ou um gibi ou uma revista ou um livro escolar?
Privada, que de privada ela nao tem nada! É uma injustiça. É pra ela que o que a gente tem de mais sujo vai, o que a gente tem de não-saudável. Ela é uma grande guerreira. Imagina ter que aguentar tanta merda todo dia...
E é de privada em privada que eu vou resolvendo essa minha vidinha, lendo uns gibis e vendo as coisas boas que a vida tem.
Ô momento gostoso. De reflexão.
É o tempo de você sentar e pronto...sua cabeça vai a mil pensando os pensamentos mais inuteis e também os mais necessários.
Quem nunca pegou um livro pra ler sentado na privada? Ou um gibi ou uma revista ou um livro escolar?
Privada, que de privada ela nao tem nada! É uma injustiça. É pra ela que o que a gente tem de mais sujo vai, o que a gente tem de não-saudável. Ela é uma grande guerreira. Imagina ter que aguentar tanta merda todo dia...
E é de privada em privada que eu vou resolvendo essa minha vidinha, lendo uns gibis e vendo as coisas boas que a vida tem.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Os velhos velhinhos
Os velhos...que são aqueles cinquentões que aparentam beirar os quarenta e aproveitam ao máximo a tecnologia de estética que promete rejuvenescer os rostos.
Mas que bobagem. As rugas são a maior prova de sobrevivência, de garra, e, principalmente, de vida. São marcas naturais que a gente recebe das experiências que essa vida nos faz passar.
Os velhinhos...que são aqueles de idade mesmo, que curte serem vovôs e vovós. São aqueles que ainda apreciam um chazinho com um pão caseiro lambuzado na manteiga no fim da tarde, que curtem os netos e gostam da frase "na casa da vovó pode tudo". Esses sim são os velhinhos originais. Que tem prazer de contar suas histórias de quando jovens, de seus namoricos e contam infinitas vezes, como se fossem inéditas.
Mudando o pouquinho o ditado, eu diria que o TEMPO é a maior prova de que o passado valeu a pena, Porque veja, se você chegar nos 60 com saúde suficiente pra, ainda, enfrentar a vida, é no mínimo porque as decepções, alegrias e até derrotas, foram aprendizados. E tem coisa mais gostosa do que passar esses aprendizados para as nossas próprias gerações?
Ah...eu quero é chegar nos 90 com pique de uns 50, lembrar das coisas que eu fiz com 30, pra poder contar pros meus bisnetos de 10.
O tempo é uma dádiva!
Mas que bobagem. As rugas são a maior prova de sobrevivência, de garra, e, principalmente, de vida. São marcas naturais que a gente recebe das experiências que essa vida nos faz passar.
Os velhinhos...que são aqueles de idade mesmo, que curte serem vovôs e vovós. São aqueles que ainda apreciam um chazinho com um pão caseiro lambuzado na manteiga no fim da tarde, que curtem os netos e gostam da frase "na casa da vovó pode tudo". Esses sim são os velhinhos originais. Que tem prazer de contar suas histórias de quando jovens, de seus namoricos e contam infinitas vezes, como se fossem inéditas.
Mudando o pouquinho o ditado, eu diria que o TEMPO é a maior prova de que o passado valeu a pena, Porque veja, se você chegar nos 60 com saúde suficiente pra, ainda, enfrentar a vida, é no mínimo porque as decepções, alegrias e até derrotas, foram aprendizados. E tem coisa mais gostosa do que passar esses aprendizados para as nossas próprias gerações?
Ah...eu quero é chegar nos 90 com pique de uns 50, lembrar das coisas que eu fiz com 30, pra poder contar pros meus bisnetos de 10.
O tempo é uma dádiva!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Apaiclichezado
Clichê mesmo é estar apaixonado. Quem é que nunca esta apaixonado? Se apaixonar é a coisa mais fácil do mundo. Se apaixonar por uma pessoa, um trabalho, um animal...
Se apaixonar e gostar. Se apaixonar e sofrer. Se apaixonar e chorar. Se apaixonar e beijar.
Isso a gente vê por aí todos os dias, nas ruas e na tevê.
Difícil mesmo é estar sozinho e feliz. Sem um amor pra te mandar mensagem de boa noite, sem um amigo pra dizer que esta com saudade...sem saudade.
Não entendo as pessoas que dizem que é impossível ser feliz sozinho, quando a primeira coisa que todos deveriam aprender, é que você e sua própria companhia devem se bastar. Se você não se gostar primeiro, quem é que vai?
Mas espera. Não me entenda mal. Uma companhia a mais é sim necessária. Mas é necessária pra complementar e não completar. Entenda que você já é completo por si só. Ninguém tem que fazer isso por você.
Se estiver sozinho, que esteja feliz. Se estiver acompanhado, que esteja feliz. No fim, o que importa de verdade é estar feliz. Viu, estar feliz e não ser feliz. Estar é o agora, ser é futuro. Você só vai mesmo descobrir se foi, de fato, feliz, quando estiver nos últimos momentos de vida, olhar pra trás e ver se valeu a pena ter estado feliz em qualquer momento.
Se estar apaixonado é clichê...eu não me importo de ser igual a todo mundo.
Se apaixonar e gostar. Se apaixonar e sofrer. Se apaixonar e chorar. Se apaixonar e beijar.
Isso a gente vê por aí todos os dias, nas ruas e na tevê.
Difícil mesmo é estar sozinho e feliz. Sem um amor pra te mandar mensagem de boa noite, sem um amigo pra dizer que esta com saudade...sem saudade.
Não entendo as pessoas que dizem que é impossível ser feliz sozinho, quando a primeira coisa que todos deveriam aprender, é que você e sua própria companhia devem se bastar. Se você não se gostar primeiro, quem é que vai?
Mas espera. Não me entenda mal. Uma companhia a mais é sim necessária. Mas é necessária pra complementar e não completar. Entenda que você já é completo por si só. Ninguém tem que fazer isso por você.
Se estiver sozinho, que esteja feliz. Se estiver acompanhado, que esteja feliz. No fim, o que importa de verdade é estar feliz. Viu, estar feliz e não ser feliz. Estar é o agora, ser é futuro. Você só vai mesmo descobrir se foi, de fato, feliz, quando estiver nos últimos momentos de vida, olhar pra trás e ver se valeu a pena ter estado feliz em qualquer momento.
Se estar apaixonado é clichê...eu não me importo de ser igual a todo mundo.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
O gordinho do metrô
Pra começar, não que eu tenha algo contra gordinhos, muito pelo contrário. Só o chamei assim porque foi o que mais me chamou atenção naquele moço e porque eu nao sabia o nome dele.
Entrei no metrô e logo depois ele entrou junto. Ficou parado na minha frente como se pedisse pra eu observa-lo. E foi o que eu fiz durante aqueles 5 minutos.
Ele parecia simpatico, e de fato era porque até um sorrisinho de despedida ele me deu.
O impressionante era ver que, ao mesmo tempo, ele tinha a habilidade de mandar uma mensagem, ouvir uma musica, ler um livro e se equilibrar - porque ele estava de pé.
Com uma mão segurava o livro e com a outra se segurava.
Eu o observava tão concentrada que quase podia ler os labios dele e saber sobre o que ele estava lendo.
Quando ele desceu, acabou minha diversão...mas tudo bem porque eu ja estava chegando ao meu destino.
Que rapaz bacana. Pelo menos foi isso o que eu consegui perceber nele.
Entrei no metrô e logo depois ele entrou junto. Ficou parado na minha frente como se pedisse pra eu observa-lo. E foi o que eu fiz durante aqueles 5 minutos.
Ele parecia simpatico, e de fato era porque até um sorrisinho de despedida ele me deu.
O impressionante era ver que, ao mesmo tempo, ele tinha a habilidade de mandar uma mensagem, ouvir uma musica, ler um livro e se equilibrar - porque ele estava de pé.
Com uma mão segurava o livro e com a outra se segurava.
Eu o observava tão concentrada que quase podia ler os labios dele e saber sobre o que ele estava lendo.
Quando ele desceu, acabou minha diversão...mas tudo bem porque eu ja estava chegando ao meu destino.
Que rapaz bacana. Pelo menos foi isso o que eu consegui perceber nele.
Escola de maior
Passar na faculdade é um negocio estranho. Entrar na faculdade é mais estranho ainda.
Você ta entrando numa fase adulta, mas é como se estivesse voltando pra primeira série: não conhece ninguem, não sabe do que se trata, não conhece os professores, nem como aquela estrutura toda funciona.
Te tratam mal nos primeiros dias, por serem bixos, mas um mal carinhoso. E nao é que até que a gente gosta de ser tratado assim? É como se a gente fosse carne nova no pedaço. E de fato, somos.
Se me perguntarem se eu sinto falta da escola eu vou dizer que sim. Mas é saudade do ambiente, das pessoas, de usar uniforme, ir de qualquer jeito e ter meu pai pra me levar e buscar todo dia.
Os tempos são outros. Ele muda, nem sempre drasticamente, mas muda. E a mudança a gente vai vendo com o passar dos dias.
Costumo dizer que faculdade é escola de gente grande, mesmo eu não sendo tao grande assim.
Novas experiencias, novas amizades e novos lugares. Mas é tudo muito do gostoso.
Pra quem ainda não entrou, não tenha pressa, porque ninguem fica na escola pra sempre. Quem ja saiu, agora não da mais pra disfarçar, você é um adulto. E pra quem ta no entremeio, aproveite. Aproveite porque é uma fase rápida. Absorva tudo o que puder, porque na vida la fora, o conhecimento vale mais do que simplesmente querer viver.
Faculdade é um barato legal, mas ainda vou ter muito o que contar.
Você ta entrando numa fase adulta, mas é como se estivesse voltando pra primeira série: não conhece ninguem, não sabe do que se trata, não conhece os professores, nem como aquela estrutura toda funciona.
Te tratam mal nos primeiros dias, por serem bixos, mas um mal carinhoso. E nao é que até que a gente gosta de ser tratado assim? É como se a gente fosse carne nova no pedaço. E de fato, somos.
Se me perguntarem se eu sinto falta da escola eu vou dizer que sim. Mas é saudade do ambiente, das pessoas, de usar uniforme, ir de qualquer jeito e ter meu pai pra me levar e buscar todo dia.
Os tempos são outros. Ele muda, nem sempre drasticamente, mas muda. E a mudança a gente vai vendo com o passar dos dias.
Costumo dizer que faculdade é escola de gente grande, mesmo eu não sendo tao grande assim.
Novas experiencias, novas amizades e novos lugares. Mas é tudo muito do gostoso.
Pra quem ainda não entrou, não tenha pressa, porque ninguem fica na escola pra sempre. Quem ja saiu, agora não da mais pra disfarçar, você é um adulto. E pra quem ta no entremeio, aproveite. Aproveite porque é uma fase rápida. Absorva tudo o que puder, porque na vida la fora, o conhecimento vale mais do que simplesmente querer viver.
Faculdade é um barato legal, mas ainda vou ter muito o que contar.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Eu te "amo"
Quando é que as pessoas vão aprender que um "eu te amo" raro é mais gostoso que um "eu te amo" diario? Todo dia perde o encanto e desgasta.
Quando é que elas vão ver que um "eu te amo" sincero é mais gostoso do que um "eu te amo" de balada?
As pessoas falam tanto que o "amor" ta decaindo...mas olha, quem ta banalizando ele são vocês que falam eu te amo até pro padeiro que te vendeu um pão quentinho.
Quando é que elas vão ver que um "eu te amo" sincero é mais gostoso do que um "eu te amo" de balada?
As pessoas falam tanto que o "amor" ta decaindo...mas olha, quem ta banalizando ele são vocês que falam eu te amo até pro padeiro que te vendeu um pão quentinho.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Amor vs. Amizade
As pessoas viviam me falando que eu não sabia como chegar em um cara pra pegar ele, se eu tivesse com vontade. É verdade. Mas talvez aí esteja o problema: o "pegar".
Pegar uma pessoa me parece uma coisa tão sem sal. Ok, as vezes é necessario pra se distrair, se divertir...ou por carencia mesmo. Mas veja bem, as vezes...vez em nunca...quase nunca.
Comigo funciona na base da amizade, primeiro. Me chamam de inocente e boba por pensar assim. Mas comigo é assim, sim.
É tão mais legal você saber do que a pessoa gosta e não gosta, do que ela quer e o que ela sonha, do que ela sonha mas não põe em prática, e aí sim, então, querê-la. Querer como ela é, e não como ela parece ser.
Eu não consigo ver o amor sem a amizade. É como se a amizade fosse o complemento necessário para o começo de tudo. Porque a confiança, carinho e até o amor...isso vem com o tempo. É da amizade que se descobrem as coincidencias mais bizarras, as piores birras e os defeitos - porque a gente é assim, vê os defeitos e depois caça as qualidades pra compensar. Isso quando a amizade ja virou amor e você nem percebeu.
Tudo bem. Um amor de balada, de verão ou talvez aquele romance de 4 em 4 meses com o cara que mora a 200km de distancia, é - um pouco - importante e faz bem pro ego. Mas nada se compara a um amor plantado a partir de uma amizade. De uma amizade feita num trem, numa festa ou num alcoolismo. É disso que eu to falando. De onde a amizade vem não importa, o que importa é aonde ela vai dar.
As assanhadas que me perdoem, mas nem sempre conseguir o homem que quer, assim, na lata, é bom. Qual a graça de conseguir sem ao menos fazer um esforço?
Eu sou antiga. Daquelas que prefere um bom e longo papo jogado fora, do que alguns longos beijos e amassos desperdiçados numa noite. Sou mesmo.
Pegar uma pessoa me parece uma coisa tão sem sal. Ok, as vezes é necessario pra se distrair, se divertir...ou por carencia mesmo. Mas veja bem, as vezes...vez em nunca...quase nunca.
Comigo funciona na base da amizade, primeiro. Me chamam de inocente e boba por pensar assim. Mas comigo é assim, sim.
É tão mais legal você saber do que a pessoa gosta e não gosta, do que ela quer e o que ela sonha, do que ela sonha mas não põe em prática, e aí sim, então, querê-la. Querer como ela é, e não como ela parece ser.
Eu não consigo ver o amor sem a amizade. É como se a amizade fosse o complemento necessário para o começo de tudo. Porque a confiança, carinho e até o amor...isso vem com o tempo. É da amizade que se descobrem as coincidencias mais bizarras, as piores birras e os defeitos - porque a gente é assim, vê os defeitos e depois caça as qualidades pra compensar. Isso quando a amizade ja virou amor e você nem percebeu.
Tudo bem. Um amor de balada, de verão ou talvez aquele romance de 4 em 4 meses com o cara que mora a 200km de distancia, é - um pouco - importante e faz bem pro ego. Mas nada se compara a um amor plantado a partir de uma amizade. De uma amizade feita num trem, numa festa ou num alcoolismo. É disso que eu to falando. De onde a amizade vem não importa, o que importa é aonde ela vai dar.
As assanhadas que me perdoem, mas nem sempre conseguir o homem que quer, assim, na lata, é bom. Qual a graça de conseguir sem ao menos fazer um esforço?
Eu sou antiga. Daquelas que prefere um bom e longo papo jogado fora, do que alguns longos beijos e amassos desperdiçados numa noite. Sou mesmo.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Segunda feira irresponsável.
Por que é que a gente acha que tudo que tem que começar, tem que ser na bendita - ou maldita - segunda feira? O que é que ela tem de tão especial? "Ser o primeiro dia da semana" não é a desculpa, afinal, o primeiro dia da semana, oficialmente, é o domingo, então o certo seria dar a ele a responsabilidade de iniciar tudo.
O engraçado - e trágico - é que sempre prometemos começar na segunda feira, e se por um acaso isso não acontece, não fazemos na terça, nem na quarta, nem na quinta...deixamos pra próxima segunda.
A segunda feira tem a fama da ressaca do fim de semana. Cansada de ter feito muita ou pouca coisa. Cansada das decisões mal tomadas e contente pelas risadas dadas.
Meu regime, então, resolvi começar na terça feira, pra ver se de uma vez por todas ele ia pra frente. Porque todo domingo que eu me entupia de comida e dizia que na segunda eu começaria o regime, não é que não dava certo?!
Minha academia resolvi começar logo no domingo. E aquela conversa que empurrei pra segunda, resolvi te-la na sexta feira.
Ora, se a segunda feira é responsável por ajudar na minha irresponsabilidade, é melhor deixar pra ela apenas a parte de sofrer por conta do fim de semana ter terminado - que é o que ela faz de melhor.
O engraçado - e trágico - é que sempre prometemos começar na segunda feira, e se por um acaso isso não acontece, não fazemos na terça, nem na quarta, nem na quinta...deixamos pra próxima segunda.
A segunda feira tem a fama da ressaca do fim de semana. Cansada de ter feito muita ou pouca coisa. Cansada das decisões mal tomadas e contente pelas risadas dadas.
Meu regime, então, resolvi começar na terça feira, pra ver se de uma vez por todas ele ia pra frente. Porque todo domingo que eu me entupia de comida e dizia que na segunda eu começaria o regime, não é que não dava certo?!
Minha academia resolvi começar logo no domingo. E aquela conversa que empurrei pra segunda, resolvi te-la na sexta feira.
Ora, se a segunda feira é responsável por ajudar na minha irresponsabilidade, é melhor deixar pra ela apenas a parte de sofrer por conta do fim de semana ter terminado - que é o que ela faz de melhor.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Cuidado: palavras fortes!
As palavras são fortes. As vezes, mais fortes que as pessoas. Digo da força de uma palavra dita.
"Independente de qualquer coisa" é uma delas. Isso é a coisa mais hipócrita que ouço. Independente de qualquer coisa, a gente pensa nas coisas do dia a dia, nunca pensa que se uma tragédia acontecer, mesmo assim estarei lá, independente das reviravoltas que a vida dá.
"Pra sempre"? Até quando? Que pra sempre é esse que vocês falam hoje em dia que acaba em um mês, uma semana ou um ano? Gente, o pra sempre que eu aprendi era um tempo inacabável. Inacabável, entenderam? Que não tem fim.
E o "eu te amo" então? Esse aí, coitado...já esta na zona de rebaixamento. "Eu te amo, ops, você é legal." "Eu te amo, ops, me beija?" O eu te amo que eu aprendi é aquele gostoso de ouvir. É aquele raro, que fala pra quem realmente se ama com o coração, e não com a bunda ou com o peito ou com a mão.
As palavras são tão fortes que deviam bater naqueles que a usam sem ter a noção disso.
"Independente de qualquer coisa" é uma delas. Isso é a coisa mais hipócrita que ouço. Independente de qualquer coisa, a gente pensa nas coisas do dia a dia, nunca pensa que se uma tragédia acontecer, mesmo assim estarei lá, independente das reviravoltas que a vida dá.
"Pra sempre"? Até quando? Que pra sempre é esse que vocês falam hoje em dia que acaba em um mês, uma semana ou um ano? Gente, o pra sempre que eu aprendi era um tempo inacabável. Inacabável, entenderam? Que não tem fim.
E o "eu te amo" então? Esse aí, coitado...já esta na zona de rebaixamento. "Eu te amo, ops, você é legal." "Eu te amo, ops, me beija?" O eu te amo que eu aprendi é aquele gostoso de ouvir. É aquele raro, que fala pra quem realmente se ama com o coração, e não com a bunda ou com o peito ou com a mão.
As palavras são tão fortes que deviam bater naqueles que a usam sem ter a noção disso.
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