domingo, 30 de outubro de 2011

Nem desses nem daqueles

Você não é desses. Talvez esse seja o problema. Você não é desses nem daqueles.
Quem é você que encanta muita gente? E essa gente toda nem sabe pelo o que se encanta.
Se encanta pelo engraçado, pelo chato ou pelo bacana? Numa praça, numa praia ou numa cabana?
Você canta e faz eu encantar...também ensina a desencantar?
Não sei o que é que o encanto tem de bom. Talvez seja o teu canto soando na minha cabeça, cantando pra que eu não te esqueça.
Você é desses, daqueles, dos nossos ou dos meus? Só sei que não é em qualquer canto que eu ouço teu canto e certamente me encantei.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Tico e o Teco

Me parece que meus neurônios - ou que sejam "o tico e teco", se combinam. Se combinam contra (ou a favor, não sei ao certo) mim.
Pode ser aonde for, desde que eu já esteja com a mente limpa esperando o sono realmente tomar conta de mim...é nessa hora, é essa hora exata que eles começam. Eu finjo que não sei, mas eu sei, eu sei e acho gostoso.
Aparecem em forma de nostalgia, de lembrança bonita, de raiva, ódio, amor...muito amor, amor até demais, amor que nem existe ou nem devia exisitr. Vêm as vezes em forma de música, de poesia, vêm como quiserem vir, desde que me atinjam. Não que me atinjam pro mal, não.
Começo a planejar junto com eles, planejar o dia de amanhã, planejar o fim do ano e planejar meu futuro. Ah, mas quem é que nunca se imaginou casando com aquele homem-menino que tem o biotipo do príncipe encantado? Ou com aquele cara todo errado mas que juntando com seus acertos dá um par perfeito?!. Mas tudo bem, a gente planeja, mesmo sabendo que na maioria das vezes a propabilidade de ser isso é quase nula...a gente planeja, e gosta e sonha e imagina e brinca e chora e sorri, só ri.
Mas voltando a falar do tico e teco em si. Eles brincam, né? Mas no fundo, eu sei que eles também amam. Devem me odiar por morarem em mim, por eu fazê-los tantas perguntas sem respostas, tantos palavrões sem educação, por colocá-los em situações que nem eu mesma sei como fui parar lá. Ahh, mas eu sei que eles gostam de mim e não me largariam de forma alguma. Eles sabem as barbaridades que eu penso e as que eu faço. Eles gostam, eu sei.
Quando eu era criança, eu não tinha amigos imaginários como muito de vocês. Eu tinha mesmo eram os meus tico e teco, fortes e saudáveis, que brincaram, imaginaram (mesmo sem serem imaginários) e vejam que engraçado, eles até cresceram junto comigo.
Aí, antes de dormir, quando meus olhos estão já fechados naquela transição do real pro sono...é aí que eu mais gosto e não tenho vontade de acordar. São naqueles três ou quatro minutinhos de transição que eu lembro, re-lembro, sonho. Se eu to maluca? Olha, pode ser que sim, mas eu sei que vocês estão entendendo o que eu estou falando.
É quando as lembranças são tão boas, mas tão ruins, que não cabe na memória e saem (saem pra fora mesmo) em forma de líquido...podem chamar de lágrimas também. Mas são lágrimas até que boas, que eu choro com vontade de chorar. Chorar de alegria ou de tristeza, tanto faz, mas ao longo dos anos aprendi comigo mesma que chorar faz um bem danado.
Acredito que todos tenham seus próprios "tico e teco", não necessariamente com esses respectivos nomes (só não dei outro, porque gosto desse popular mesmo). Os meus, eu não des-penso por nada.

sábado, 22 de outubro de 2011

Stop and think


Ask yourself. Think. And maybe we'll stop being so selfish and start thinking beyond ourselves.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Chocolate amargo

Quantas vezes você já comeu com culpa aquele chocolate, esperando que ele fizesse da tua vida menos amarga do que o sabor dele próprio? Eu entendo, não era bem uma culpa. Talvez medo, ansiedade, nervoso ou até alegria.
Que vida amarga que nada...tudo isso vai passar, pode demorar mas vai passar, e pode crer que quando passar vai ficar tudo bem doce.
Acho justo misturar um pouco do amargo triste que a vida tem com o amargo gostoso do chocolate. Ninguém é feito só de "ao leite".

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

De janeiro a janeiro

E quem é que não gosta de janeiro? Ô mês gostoso. Mês que junto com o calor imenso tras as chuvas. As chuvas que a gente acha que fazem o maior estrago, mas na verdade quem estraga tudo somos nós mesmos.
Um mês que tem um ar de recomeço, um recomeço de vida quem sabe. O mês onde se escutam aqueles famosos eu vou: "eu vou estudar mais", "eu vou emagrecer", "eu vou namorar"...e a gente planeja o ano todo e no fim, dá tudo na mesma, com algumas mudanças - se tivermos sorte.
Janeiro todo mundo fica mais suado, com uma cor mais bonita, um humor melhor e um sorriso na cara. É o mês que temos os amores de verão também, mas como já dizia Jammil, "amor de praia não sobe serra". E é bom que não suba, se não...que graça teria voltar pra rotina sem aquela saudadezinhas daquele amor que ficou?
E todo janeiro a gente tem vontade de fazer acontecer, mas os meses vão passando e vamos ficando com vontade de deixar as coisas acontecerem, aquela preguiça maldita.
E de janeiro a janeiro as coisas acontecem, talvez mudem, talvez não. Talvez você até consiga cumprir aquelas promessinhas de todo ano, talvez não.
Mas veja, o calor bom que janeiro tem e a sensação de um ano novo começando, essas coisas não mudam.
Se eu pudesse escolher um mês, ah...seria Janeiro.

domingo, 16 de outubro de 2011

(des)apego

Me apegar, desapegar, apegar, me pegar, desapegar, nos pegarmos, te pegar. Desapegar e me apegar depois.
Te pegar até me apegar e depois ter que desapegar. Desapegar e perceber que tinha que se apegar e segurar e não soltar. Por que parece tão difícil?

sábado, 15 de outubro de 2011

Quadro de uma vida

Ontem fui ao banheiro e vi uma moça limpando uma tela que ela tinha pintado. Me imaginei como uma tela...
Vou me pintar, me desenhar, me inventar. Deixar que me pintem, me rabisquem, me desenhem, afoguem suas máguas na minha tela branca, e que coloquem todo, ou que seja uma pitada, de amor, por favor.
Ei você, me pula, me dá sossego, me economiza e aceita meu apego. Se encosta em mim pra eu ver suas melhores e piores cores. Te ofereço meu colo, minha tela branca. É, é isso mesmo...pode pintar aqui. Pode usar todas as tintas que colorem tua vida, pode usar as mais feias também - eu entendo que nem todos os quadros são pintados em momentos de alegria.
E aí quando eu estiver cansada de tudo isso, eu vou até a pia, me lavo, volto a ser branquinha e arranjo outras cores, outros desenhos, outras formas e me reinvento toda...outra vez.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Resto de uma noite (quase que) em vão.

Tenho vontade de escrever e acho que as vezes isso vem por medo de falar cara a cara. Talvez escrever seja um modo de explodir, de transbordar, de querer mostrar pra quem quiser ver o que você acha, e pra quem a carapuça servir...tá valendo.
Não sei se quero escrever por falta do que fazer, por vontade de que os outros concordem comigo ou por achar que você, você que eu quero (mesmo sem saber ao certo quem é o "você"), leia e entenda cada detalhe do que eu digo.
Escrever é planejar, lembrar, recordar o que é bom e principalmente o que é ruim, porque me parece que tem dias que o ruim atrai minha memória mais do que deveria....ah, eu seila o que é certo que atraia meus pensamentos e minha atenção e minha memória.
Eu escrevo escrevo e logo depois vem a preguiça de ler tudo o que mesma escrevi...ou senti.
Quem vive feliz demais, tem seus dias ruins e nem sabem o porque. Dizem por ai que é necessário dias ruins para que venham os bons. As vezes não é tristeza, é só a falta da vontade de sorrir. E aí? Aí vem a vontade de escrever e jogar tudo que ta dentro da gente pro papel, como se o papel fosse o melhor psicólogo: aquele que escuta, ouve tudo e não diz nada, concorda, não retruca e me deixa desabafar.
Não acho covarde quem escreve e se reprimi na hora de falar...covarde é quem guarda tudo e não fala pra ninguém. Pelo menos quando eu escrevo, eu mostro pra todo mundo o que eu quero, sem me preocupar qual vai ser sua reação e muito menos a minha reação ao ver a sua. Se você souber alguma maneira melhor de trasbordar seus sentimentos...me conte.
Tenho medos que todos tem. Medo de não sentir, medo de sentir demais. Medo de ver, medo de não ver mas imaginar...imaginar o que não deve ou o que deve mas não é necessario. Medo de escrever pros outros, medo de não haver resposta mesmo nem querendo uma. Medo de nao dar certo. Medo de achar que tenho problemas mesmo sabendo que os maiores problemas da minha vida ainda estão por vir. Medo da saudade...de ter saudade, a saudade saudável e a saudade que faz um mal danado. Medo de gostar e não ser gostado ou de ser gostado e não querer gostar...ou não se deixar gostar. Medo do sexo oposto e do sexo disposto. Medo do que está só de passagem mas já faz parte do dia a dia, medo da falta que o que esta de passagem vai fazer quando simplesmente passar. Medo adiantado e medo adiado. Medo que esses bilhões de sentimentos que moram em mim só se acabem no papel....medo de que só o papel não seja suficiente.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Aqueles dois

Era ele e ela. Eles se amavam. Todos desconfiavam, mas ninguém sabia. Eles sabiam, mas quase não se conheciam. Não se conheciam de tocar e pegar, mas se conheciam da maneira mais estranha e que era mais perceptível aquele quase romance: se conheciam de sentir, de saber tudo sobre o outro e de estar um com o outro, mesmo não estando.
Era um quase romance porque faltava aquele "estar", toda aquela conquista que ela queria antes do beijo. Aquela relação era cheia de nada, cheia de vazio. Cheia de esperança, de sorriso calado, de amor mal começado e cheia de conhecimento alheio. Aquele entra e sai do msn, sobe e desce de janelinha era uma conversa, ainda que faltassem palavras pra preenche-la. Era aquele "que bom que você está aqui" sem ser dito.Era uma relação que ninguém sabia, nem eles. Era como um segredo. Segredo gostoso, segredo daqueles que a gente quer contar pra o mundo inteiro mesmo sem ter o que contar.
Ele queria a presença...dela. Ela queria o carinho...dele. Quem eram eles? Sabe que nem eles sabiam. Eles se amaram distante até quando o sentir já não era suficiente, era preciso o toque, o desejo...o cheiro bom que o outro tinha. Aquele era o dia. Foi quando aquela coisa brega de "as metades da laranja" se encontraram. Eles se gostaram. Se gostaram como já estavam gostando há um tempão.
É...o quase romance se tornou uma história quase concreta, sem precisar de uma explicação. Eles até queriam explicar, talvez até se explicar. Mas eles não iam entender, ninguém ia entender, eles iam se desintender, então..pra que explicar?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Quem é que é a gente?

E a gente que fica esperando feito criança por aquilo que nem ao certo sabemos o que é? E a gente que acha que a saudade mata mas na verdade quem mata somos nós mesmo? E a gente que tem carinho demais por umas pessoas e ódio por aquelas que nem sequer conhecemos? E a gente que gosta um tantão de lembrar da nossa infância como se fosse ontem? E a gente que fica tão bobo relembrando e repassando na nossa cabeça como aqueles dias eram bons? E a gente que espera o primeiro dia de aula como se fossemos estudar mais no semestre que entra? E a gente que espera as férias feito louco pra no finzinho enjoar dela? E a gente que é tão hipócrita que se comove todo com um vídeo, mas com a situação do mundo ninguém liga? E a gente que tem um medo enorme de perder um grande amor, ou um novo amor, ou de ter alguém pra chamar de meu amor? E a gente que mesmo estando vivo tem medo da morte? E a gente que fala muito da boca pra fora mas dentro do coração ta calminho, tranquilo, em paz, e sozinho? E a gente que nem sabia a diferença entre o agente e a gente? E a gente que acha que é gente mas as vezes parece que não é nada?

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mas não se irrite

Pra que, minha gente? Me diz, pra que se irritar? É chato, não faz bem pra saúde e muito menos pra quem convive com você. Se alegra e deixa todo mundo pegar essa alegria, deixa.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O passado velho

Aquele passado que você acha sujo, chato, vazio e sem absolutamente nada de valor. Ou nem tanto..ou o passado que você olha pra tras e sente saudade, saudade boa, sente carinho, afeto e não quer esquecer nunca. É sempre bom voltar aos abraços antigos, risadas, lugares. Ou ver aquelas fotos que você olha e tem vergonha de si mesmo, tem vergonha mas não ta nem aí de sair mostrando.
Esse é o passado bom. Não digo o passado, necessariamente, de anos atras, falo também do passado que foi ontem, da semana passada. E quer saber? Qualquer passado é bom. Pode nos condenar, como dizem..mas antes as coisas que nós mesmos fizemos (e aprendemos com isso) nos condenarem, do que as pessoas.
Tem saudade que a gente nem quer sentir, mas sente..e quer saber? Sinto, mesmo não querendo. E sinto sem a menor culpa. Quem foi que disse que só as coisas boas tem que ser lembradas? Nada disso. O que ficou pra tras ta la pra ser lembrado. Pode ser esquecido, e se foi esquecido, tenha certeza que você não se importava de verdade. É bom esquecer de algumas coisas, atualizar a mente.
Sei la o que você pensa sobre o passado, só sei que me dá uma nostalgia enorme toda vez que paro pra ver videos, fotos, músicas. Sou apaixonada pelo meu passado, sou mesmo.
Quando eu for velhinha e tiver meus noventa e poucos nas costas, quero estar com meus amigos que conheço desde criança, os poucos e bons que restarem da minha época de escola, faculdade e trabalho, e com os que ainda vou conhecer. Quero ver das coisas malucas que eu vou lembrar e das maravilhosas que vou esquecer.
É...o passado ta logo ai, batendo na porta. E não é que as vezes ele é uma boa visita?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Vai valer a pena, veja

E de repente, ela se pega pensando em milhões de coisas, as mesmas milhões coisas de sempre, de sempre quando a mente fica vazia.
Ela se vê quando criança, onde o mais importante era ter uma boneca pra cuidar e fingir de sua filha.
Ela se vê na quarta série, onde tirava ótimas notas e sua maior dificuldade era entender as terríveis frações que a matemática insistia em propor (e que até hoje ainda a confundem).
Aí ela já se lembra do primeiro amor...que delícia! Achava que aquele era o garoto com quem ela ia casar, ter seus filhos e já até sabia os respectivos nomes. Ela gostava tanto tanto dele, que até dividia esse amor com as amigas e não tinha aquela coisa chata de ciumes. Ela não conhecia o ciumes...ainda. Vieram depois as lembranças do segundo, terceiro e quarto amor...que na verdade, nem eram amor, era apenas a vontade de gostar. E ela gostava.
Quando ela pensa no presente, percebe que apesar de tudo no passado ter sido mais fácil, hoje era tudo mais gostoso. Ela sofria, chorava, sorria, cantava no banheiro, tinha a tal da tpm, mudava de opinião e mudava de novo, tinha poucos amigos, mas que era o suficiente pra ela ser feliz.
Ô menina que gostava das pessoas, que gostava de gente e que a gente gostava dela, e muito. Menina alegre com uma pitada de tristeza, extrovertida e um pouco chatinha, tão chatinha que todo mundo queria chegar mais perto.
Sim, ela era feliz...eu lembro. Mesmo com seus altos e baixos naquela vidinha que muitos não viam a menor graça. E o mais engraçado é que a graça toda ela depositava em si mesma e não fazia a menor questão de sair pro mundo mostrando isso. Ser feliz pra ela mesma bastava. As vezes parecia inútil, fúti, mas quem é que não é um pouco disso as vezes? Era fraca também, mas sabia se fingir de forte e quase conseguia acreditar que ela realmente era.
Hoje em dia, não consigo me descrever como nas linhas anteriores, mas de uma coisa eu tenho certeza: de tanto sofrer, sorrir, ser pisada e pisar um pouco também, virei uma mulher forte - ou quase mulher, mas ainda com vestígios de menina.
E veja, vale a pena. Vale a pena sofrer - não me chame de louca. Aprenda que a vida feita só de alegrias não existe, e se existir, é uma meia-vida. A alegria cura a trsiteza que depois vira uma alegria que vai criar uma tristeza que depois vai ser amenizada por uma alegria, e assim é um ciclo quase que natural.
Aprenda que a vida vivida de acordo com nós mesmos é mais gostosa. E se não conseguir aprender sozinho, tenha certeza que em alguma parte dessa sua grande vida, vai ter alguém disposto a te ensinar, e você vai querer aprender. E então, finalmente, essa pessoa vai ser aquela com quem você vai querer aprender a ser velhinho junto.
E veja, vai valer a pena.