Me parece que meus neurônios - ou que sejam "o tico e teco", se combinam. Se combinam contra (ou a favor, não sei ao certo) mim.
Pode ser aonde for, desde que eu já esteja com a mente limpa esperando o sono realmente tomar conta de mim...é nessa hora, é essa hora exata que eles começam. Eu finjo que não sei, mas eu sei, eu sei e acho gostoso.
Aparecem em forma de nostalgia, de lembrança bonita, de raiva, ódio, amor...muito amor, amor até demais, amor que nem existe ou nem devia exisitr. Vêm as vezes em forma de música, de poesia, vêm como quiserem vir, desde que me atinjam. Não que me atinjam pro mal, não.
Começo a planejar junto com eles, planejar o dia de amanhã, planejar o fim do ano e planejar meu futuro. Ah, mas quem é que nunca se imaginou casando com aquele homem-menino que tem o biotipo do príncipe encantado? Ou com aquele cara todo errado mas que juntando com seus acertos dá um par perfeito?!. Mas tudo bem, a gente planeja, mesmo sabendo que na maioria das vezes a propabilidade de ser isso é quase nula...a gente planeja, e gosta e sonha e imagina e brinca e chora e sorri, só ri.
Mas voltando a falar do tico e teco em si. Eles brincam, né? Mas no fundo, eu sei que eles também amam. Devem me odiar por morarem em mim, por eu fazê-los tantas perguntas sem respostas, tantos palavrões sem educação, por colocá-los em situações que nem eu mesma sei como fui parar lá. Ahh, mas eu sei que eles gostam de mim e não me largariam de forma alguma. Eles sabem as barbaridades que eu penso e as que eu faço. Eles gostam, eu sei.
Quando eu era criança, eu não tinha amigos imaginários como muito de vocês. Eu tinha mesmo eram os meus tico e teco, fortes e saudáveis, que brincaram, imaginaram (mesmo sem serem imaginários) e vejam que engraçado, eles até cresceram junto comigo.
Aí, antes de dormir, quando meus olhos estão já fechados naquela transição do real pro sono...é aí que eu mais gosto e não tenho vontade de acordar. São naqueles três ou quatro minutinhos de transição que eu lembro, re-lembro, sonho. Se eu to maluca? Olha, pode ser que sim, mas eu sei que vocês estão entendendo o que eu estou falando.
É quando as lembranças são tão boas, mas tão ruins, que não cabe na memória e saem (saem pra fora mesmo) em forma de líquido...podem chamar de lágrimas também. Mas são lágrimas até que boas, que eu choro com vontade de chorar. Chorar de alegria ou de tristeza, tanto faz, mas ao longo dos anos aprendi comigo mesma que chorar faz um bem danado.
Acredito que todos tenham seus próprios "tico e teco", não necessariamente com esses respectivos nomes (só não dei outro, porque gosto desse popular mesmo). Os meus, eu não des-penso por nada.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
Stop and think
Ask yourself. Think. And maybe we'll stop being so selfish and start thinking beyond ourselves.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Chocolate amargo
Quantas vezes você já comeu com culpa aquele chocolate, esperando que ele fizesse da tua vida menos amarga do que o sabor dele próprio? Eu entendo, não era bem uma culpa. Talvez medo, ansiedade, nervoso ou até alegria.
Que vida amarga que nada...tudo isso vai passar, pode demorar mas vai passar, e pode crer que quando passar vai ficar tudo bem doce.
Acho justo misturar um pouco do amargo triste que a vida tem com o amargo gostoso do chocolate. Ninguém é feito só de "ao leite".
Que vida amarga que nada...tudo isso vai passar, pode demorar mas vai passar, e pode crer que quando passar vai ficar tudo bem doce.
Acho justo misturar um pouco do amargo triste que a vida tem com o amargo gostoso do chocolate. Ninguém é feito só de "ao leite".
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
De janeiro a janeiro
E quem é que não gosta de janeiro? Ô mês gostoso. Mês que junto com o calor imenso tras as chuvas. As chuvas que a gente acha que fazem o maior estrago, mas na verdade quem estraga tudo somos nós mesmos.
Um mês que tem um ar de recomeço, um recomeço de vida quem sabe. O mês onde se escutam aqueles famosos eu vou: "eu vou estudar mais", "eu vou emagrecer", "eu vou namorar"...e a gente planeja o ano todo e no fim, dá tudo na mesma, com algumas mudanças - se tivermos sorte.
Janeiro todo mundo fica mais suado, com uma cor mais bonita, um humor melhor e um sorriso na cara. É o mês que temos os amores de verão também, mas como já dizia Jammil, "amor de praia não sobe serra". E é bom que não suba, se não...que graça teria voltar pra rotina sem aquela saudadezinhas daquele amor que ficou?
E todo janeiro a gente tem vontade de fazer acontecer, mas os meses vão passando e vamos ficando com vontade de deixar as coisas acontecerem, aquela preguiça maldita.
E de janeiro a janeiro as coisas acontecem, talvez mudem, talvez não. Talvez você até consiga cumprir aquelas promessinhas de todo ano, talvez não.
Mas veja, o calor bom que janeiro tem e a sensação de um ano novo começando, essas coisas não mudam.
Se eu pudesse escolher um mês, ah...seria Janeiro.
Um mês que tem um ar de recomeço, um recomeço de vida quem sabe. O mês onde se escutam aqueles famosos eu vou: "eu vou estudar mais", "eu vou emagrecer", "eu vou namorar"...e a gente planeja o ano todo e no fim, dá tudo na mesma, com algumas mudanças - se tivermos sorte.
Janeiro todo mundo fica mais suado, com uma cor mais bonita, um humor melhor e um sorriso na cara. É o mês que temos os amores de verão também, mas como já dizia Jammil, "amor de praia não sobe serra". E é bom que não suba, se não...que graça teria voltar pra rotina sem aquela saudadezinhas daquele amor que ficou?
E todo janeiro a gente tem vontade de fazer acontecer, mas os meses vão passando e vamos ficando com vontade de deixar as coisas acontecerem, aquela preguiça maldita.
E de janeiro a janeiro as coisas acontecem, talvez mudem, talvez não. Talvez você até consiga cumprir aquelas promessinhas de todo ano, talvez não.
Mas veja, o calor bom que janeiro tem e a sensação de um ano novo começando, essas coisas não mudam.
Se eu pudesse escolher um mês, ah...seria Janeiro.
domingo, 16 de outubro de 2011
(des)apego
Me apegar, desapegar, apegar, me pegar, desapegar, nos pegarmos, te pegar. Desapegar e me apegar depois.
Te pegar até me apegar e depois ter que desapegar. Desapegar e perceber que tinha que se apegar e segurar e não soltar. Por que parece tão difícil?
Te pegar até me apegar e depois ter que desapegar. Desapegar e perceber que tinha que se apegar e segurar e não soltar. Por que parece tão difícil?
sábado, 15 de outubro de 2011
Quadro de uma vida
Ontem fui ao banheiro e vi uma moça limpando uma tela que ela tinha pintado. Me imaginei como uma tela...
Vou me pintar, me desenhar, me inventar. Deixar que me pintem, me rabisquem, me desenhem, afoguem suas máguas na minha tela branca, e que coloquem todo, ou que seja uma pitada, de amor, por favor.
Ei você, me pula, me dá sossego, me economiza e aceita meu apego. Se encosta em mim pra eu ver suas melhores e piores cores. Te ofereço meu colo, minha tela branca. É, é isso mesmo...pode pintar aqui. Pode usar todas as tintas que colorem tua vida, pode usar as mais feias também - eu entendo que nem todos os quadros são pintados em momentos de alegria.
E aí quando eu estiver cansada de tudo isso, eu vou até a pia, me lavo, volto a ser branquinha e arranjo outras cores, outros desenhos, outras formas e me reinvento toda...outra vez.
Vou me pintar, me desenhar, me inventar. Deixar que me pintem, me rabisquem, me desenhem, afoguem suas máguas na minha tela branca, e que coloquem todo, ou que seja uma pitada, de amor, por favor.
Ei você, me pula, me dá sossego, me economiza e aceita meu apego. Se encosta em mim pra eu ver suas melhores e piores cores. Te ofereço meu colo, minha tela branca. É, é isso mesmo...pode pintar aqui. Pode usar todas as tintas que colorem tua vida, pode usar as mais feias também - eu entendo que nem todos os quadros são pintados em momentos de alegria.
E aí quando eu estiver cansada de tudo isso, eu vou até a pia, me lavo, volto a ser branquinha e arranjo outras cores, outros desenhos, outras formas e me reinvento toda...outra vez.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Resto de uma noite (quase que) em vão.
Tenho vontade de escrever e acho que as vezes isso vem por medo de falar cara a cara. Talvez escrever seja um modo de explodir, de transbordar, de querer mostrar pra quem quiser ver o que você acha, e pra quem a carapuça servir...tá valendo.
Não sei se quero escrever por falta do que fazer, por vontade de que os outros concordem comigo ou por achar que você, você que eu quero (mesmo sem saber ao certo quem é o "você"), leia e entenda cada detalhe do que eu digo.
Escrever é planejar, lembrar, recordar o que é bom e principalmente o que é ruim, porque me parece que tem dias que o ruim atrai minha memória mais do que deveria....ah, eu seila o que é certo que atraia meus pensamentos e minha atenção e minha memória.
Eu escrevo escrevo e logo depois vem a preguiça de ler tudo o que mesma escrevi...ou senti.
Quem vive feliz demais, tem seus dias ruins e nem sabem o porque. Dizem por ai que é necessário dias ruins para que venham os bons. As vezes não é tristeza, é só a falta da vontade de sorrir. E aí? Aí vem a vontade de escrever e jogar tudo que ta dentro da gente pro papel, como se o papel fosse o melhor psicólogo: aquele que escuta, ouve tudo e não diz nada, concorda, não retruca e me deixa desabafar.
Não acho covarde quem escreve e se reprimi na hora de falar...covarde é quem guarda tudo e não fala pra ninguém. Pelo menos quando eu escrevo, eu mostro pra todo mundo o que eu quero, sem me preocupar qual vai ser sua reação e muito menos a minha reação ao ver a sua. Se você souber alguma maneira melhor de trasbordar seus sentimentos...me conte.
Tenho medos que todos tem. Medo de não sentir, medo de sentir demais. Medo de ver, medo de não ver mas imaginar...imaginar o que não deve ou o que deve mas não é necessario. Medo de escrever pros outros, medo de não haver resposta mesmo nem querendo uma. Medo de nao dar certo. Medo de achar que tenho problemas mesmo sabendo que os maiores problemas da minha vida ainda estão por vir. Medo da saudade...de ter saudade, a saudade saudável e a saudade que faz um mal danado. Medo de gostar e não ser gostado ou de ser gostado e não querer gostar...ou não se deixar gostar. Medo do sexo oposto e do sexo disposto. Medo do que está só de passagem mas já faz parte do dia a dia, medo da falta que o que esta de passagem vai fazer quando simplesmente passar. Medo adiantado e medo adiado. Medo que esses bilhões de sentimentos que moram em mim só se acabem no papel....medo de que só o papel não seja suficiente.
Não sei se quero escrever por falta do que fazer, por vontade de que os outros concordem comigo ou por achar que você, você que eu quero (mesmo sem saber ao certo quem é o "você"), leia e entenda cada detalhe do que eu digo.
Escrever é planejar, lembrar, recordar o que é bom e principalmente o que é ruim, porque me parece que tem dias que o ruim atrai minha memória mais do que deveria....ah, eu seila o que é certo que atraia meus pensamentos e minha atenção e minha memória.
Eu escrevo escrevo e logo depois vem a preguiça de ler tudo o que mesma escrevi...ou senti.
Quem vive feliz demais, tem seus dias ruins e nem sabem o porque. Dizem por ai que é necessário dias ruins para que venham os bons. As vezes não é tristeza, é só a falta da vontade de sorrir. E aí? Aí vem a vontade de escrever e jogar tudo que ta dentro da gente pro papel, como se o papel fosse o melhor psicólogo: aquele que escuta, ouve tudo e não diz nada, concorda, não retruca e me deixa desabafar.
Não acho covarde quem escreve e se reprimi na hora de falar...covarde é quem guarda tudo e não fala pra ninguém. Pelo menos quando eu escrevo, eu mostro pra todo mundo o que eu quero, sem me preocupar qual vai ser sua reação e muito menos a minha reação ao ver a sua. Se você souber alguma maneira melhor de trasbordar seus sentimentos...me conte.
Tenho medos que todos tem. Medo de não sentir, medo de sentir demais. Medo de ver, medo de não ver mas imaginar...imaginar o que não deve ou o que deve mas não é necessario. Medo de escrever pros outros, medo de não haver resposta mesmo nem querendo uma. Medo de nao dar certo. Medo de achar que tenho problemas mesmo sabendo que os maiores problemas da minha vida ainda estão por vir. Medo da saudade...de ter saudade, a saudade saudável e a saudade que faz um mal danado. Medo de gostar e não ser gostado ou de ser gostado e não querer gostar...ou não se deixar gostar. Medo do sexo oposto e do sexo disposto. Medo do que está só de passagem mas já faz parte do dia a dia, medo da falta que o que esta de passagem vai fazer quando simplesmente passar. Medo adiantado e medo adiado. Medo que esses bilhões de sentimentos que moram em mim só se acabem no papel....medo de que só o papel não seja suficiente.
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