As pessoas viviam me falando que eu não sabia como chegar em um cara pra pegar ele, se eu tivesse com vontade. É verdade. Mas talvez aí esteja o problema: o "pegar".
Pegar uma pessoa me parece uma coisa tão sem sal. Ok, as vezes é necessario pra se distrair, se divertir...ou por carencia mesmo. Mas veja bem, as vezes...vez em nunca...quase nunca.
Comigo funciona na base da amizade, primeiro. Me chamam de inocente e boba por pensar assim. Mas comigo é assim, sim.
É tão mais legal você saber do que a pessoa gosta e não gosta, do que ela quer e o que ela sonha, do que ela sonha mas não põe em prática, e aí sim, então, querê-la. Querer como ela é, e não como ela parece ser.
Eu não consigo ver o amor sem a amizade. É como se a amizade fosse o complemento necessário para o começo de tudo. Porque a confiança, carinho e até o amor...isso vem com o tempo. É da amizade que se descobrem as coincidencias mais bizarras, as piores birras e os defeitos - porque a gente é assim, vê os defeitos e depois caça as qualidades pra compensar. Isso quando a amizade ja virou amor e você nem percebeu.
Tudo bem. Um amor de balada, de verão ou talvez aquele romance de 4 em 4 meses com o cara que mora a 200km de distancia, é - um pouco - importante e faz bem pro ego. Mas nada se compara a um amor plantado a partir de uma amizade. De uma amizade feita num trem, numa festa ou num alcoolismo. É disso que eu to falando. De onde a amizade vem não importa, o que importa é aonde ela vai dar.
As assanhadas que me perdoem, mas nem sempre conseguir o homem que quer, assim, na lata, é bom. Qual a graça de conseguir sem ao menos fazer um esforço?
Eu sou antiga. Daquelas que prefere um bom e longo papo jogado fora, do que alguns longos beijos e amassos desperdiçados numa noite. Sou mesmo.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Segunda feira irresponsável.
Por que é que a gente acha que tudo que tem que começar, tem que ser na bendita - ou maldita - segunda feira? O que é que ela tem de tão especial? "Ser o primeiro dia da semana" não é a desculpa, afinal, o primeiro dia da semana, oficialmente, é o domingo, então o certo seria dar a ele a responsabilidade de iniciar tudo.
O engraçado - e trágico - é que sempre prometemos começar na segunda feira, e se por um acaso isso não acontece, não fazemos na terça, nem na quarta, nem na quinta...deixamos pra próxima segunda.
A segunda feira tem a fama da ressaca do fim de semana. Cansada de ter feito muita ou pouca coisa. Cansada das decisões mal tomadas e contente pelas risadas dadas.
Meu regime, então, resolvi começar na terça feira, pra ver se de uma vez por todas ele ia pra frente. Porque todo domingo que eu me entupia de comida e dizia que na segunda eu começaria o regime, não é que não dava certo?!
Minha academia resolvi começar logo no domingo. E aquela conversa que empurrei pra segunda, resolvi te-la na sexta feira.
Ora, se a segunda feira é responsável por ajudar na minha irresponsabilidade, é melhor deixar pra ela apenas a parte de sofrer por conta do fim de semana ter terminado - que é o que ela faz de melhor.
O engraçado - e trágico - é que sempre prometemos começar na segunda feira, e se por um acaso isso não acontece, não fazemos na terça, nem na quarta, nem na quinta...deixamos pra próxima segunda.
A segunda feira tem a fama da ressaca do fim de semana. Cansada de ter feito muita ou pouca coisa. Cansada das decisões mal tomadas e contente pelas risadas dadas.
Meu regime, então, resolvi começar na terça feira, pra ver se de uma vez por todas ele ia pra frente. Porque todo domingo que eu me entupia de comida e dizia que na segunda eu começaria o regime, não é que não dava certo?!
Minha academia resolvi começar logo no domingo. E aquela conversa que empurrei pra segunda, resolvi te-la na sexta feira.
Ora, se a segunda feira é responsável por ajudar na minha irresponsabilidade, é melhor deixar pra ela apenas a parte de sofrer por conta do fim de semana ter terminado - que é o que ela faz de melhor.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Cuidado: palavras fortes!
As palavras são fortes. As vezes, mais fortes que as pessoas. Digo da força de uma palavra dita.
"Independente de qualquer coisa" é uma delas. Isso é a coisa mais hipócrita que ouço. Independente de qualquer coisa, a gente pensa nas coisas do dia a dia, nunca pensa que se uma tragédia acontecer, mesmo assim estarei lá, independente das reviravoltas que a vida dá.
"Pra sempre"? Até quando? Que pra sempre é esse que vocês falam hoje em dia que acaba em um mês, uma semana ou um ano? Gente, o pra sempre que eu aprendi era um tempo inacabável. Inacabável, entenderam? Que não tem fim.
E o "eu te amo" então? Esse aí, coitado...já esta na zona de rebaixamento. "Eu te amo, ops, você é legal." "Eu te amo, ops, me beija?" O eu te amo que eu aprendi é aquele gostoso de ouvir. É aquele raro, que fala pra quem realmente se ama com o coração, e não com a bunda ou com o peito ou com a mão.
As palavras são tão fortes que deviam bater naqueles que a usam sem ter a noção disso.
"Independente de qualquer coisa" é uma delas. Isso é a coisa mais hipócrita que ouço. Independente de qualquer coisa, a gente pensa nas coisas do dia a dia, nunca pensa que se uma tragédia acontecer, mesmo assim estarei lá, independente das reviravoltas que a vida dá.
"Pra sempre"? Até quando? Que pra sempre é esse que vocês falam hoje em dia que acaba em um mês, uma semana ou um ano? Gente, o pra sempre que eu aprendi era um tempo inacabável. Inacabável, entenderam? Que não tem fim.
E o "eu te amo" então? Esse aí, coitado...já esta na zona de rebaixamento. "Eu te amo, ops, você é legal." "Eu te amo, ops, me beija?" O eu te amo que eu aprendi é aquele gostoso de ouvir. É aquele raro, que fala pra quem realmente se ama com o coração, e não com a bunda ou com o peito ou com a mão.
As palavras são tão fortes que deviam bater naqueles que a usam sem ter a noção disso.
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