Desde então, resolvi perguntar pra algumas pessoas se elas se achavam interessantes.
Algumas respostas:
Na verdade, o que eu quero dizer é bem simples: não adianta querer cobrar um papo bacana, um jantar agradável ou um whatsapp pós-date se você não proporciona tudo isso também (porque pra dar certo, ambas as partes tem que fazer acontecer. Essa história de "não vou demonstrar que to gostando" é coisa de 10 anos (desculpa se você faz isso, mas é assim que eu penso e tudo bem se você não concorda).
Ser interessante é saber conversar, ter o que conversar, ter o que contar, saber mostrar do que gosta e do que não gosta.
Saber ouvir.
Saber prestar atenção também.
Porque o físico, infelizmente, um dia vai passar (e desculpa lembrar, mas a tendência é quase sempre piorar).
Aos 60, você não vai mais se apaixonar pelo tanquinho, pelo peito ou pela bunda.
Aos 70 você vai precisar (sim, PRECISAR, porque acredito que o amor seja necessário para TODOS) de alguém que goste do seu pé de galinha, que ria da sua alegria e chore junto com a sua tristeza.
Seja a pessoa com quem você gostaria de sair e de estar.
Seja a pessoa com quem você gostaria de rir.
Seja o tipo de pessoa que faz bem para as outras pessoas.
Seja interessante à sua maneira.
No fundo, todos somos interessantes à nossa maneira.